Última Edição:
Nº 483 - 19/12/2005


Notícias:
a

 
 
 

Edições anteriores

 
 

Opinião do Diretor

Nossa união para 2006 será fundamental!

O ano de 2005 foi muito intenso para os brasileiros, refletindo diretamente na nossa categoria. As ofensivas que enfrentamos por parte do governo Alckmin, com o intuito de retirar nossos direitos, enfraquecer nossa organização e implantar no Metrô a mais perversa lógica neoliberal, visto a última tentativa, com a concessão da linha 4 Amarela para a iniciativa privada, que ainda exigirá dos metroviários intensos embates e permanentes mobilizações.

O cenário político brasileiro, em sua fase mais conturbada, deixou muitos dirigentes desorientados, sem entender o confronto que se trava entre as forças oligárquicas e reacionárias de direita, capitaneadas pelo PSDB e PFL, e as esquerdas brasileiras, representadas pelo PT, por conta, também, da incompreensão de que o que está em discussão não é a corrupção (mal existente no estado brasileiro desde seu descobrimento, e que deve ser combatido), mas sim o inconformismo da burguesia nacional de ver a esquerda brasileira chegar ao Planalto Central com um operário nordestino, ocupando o cargo de Presidente. Os que hoje se apropriam das bandeiras da ética e da moral, até 2002 estavam escondendo CPI’s dentro de gavetas, atrás dos armários e embaixo dos tapetes e, mesmo hoje, não permitem que se estendam as investigações além do governo Lula.

Pois bem, nós, metroviários, também fomos atingidos neste redemoinho, pois esta incompreensão trouxe para dentro da nossa categoria embates que dificultaram uma união mais sólida nos enfrentamentos que travamos contra o Metrô e o governo Alckmin.

As nossas vitórias, apesar deste cenário desfavorável, se deram em virtude de a diretoria do Sindicato ter tido a responsabilidade e maturidade de não deixar contaminar nossa determinação de defender a categoria metroviária em detrimento de posições divergentes.

Na retrospectiva presente neste jornal, podemos observar que muitos foram os embates, mas que em todos prevaleceu nossa unidade. Como exemplo do equívoco citado, aponto a tentativa de se fazer de um benefício para a categoria, uma disputa política, quando se defendeu o não desconto dos R$ 5,00 para a construção de um patrimônio que será desfrutado por todos os sócios do Sindicato.

Esta tentativa de inviabilizar este feito não foi seguida pela esmagadora maioria da categoria, inclusive com a defesa de companheiros que têm imóveis no litoral, mas reconhecem a importância de contribuir para que todos tenham o direito ao lazer nas férias e em datas especiais e, junto com a família, se recompor para uma nova etapa de trabalho. Por estas demonstrações de unidade e determinação para defender os direitos e conquistas dos metroviários, tenho a certeza de que 2006 irá nos exigir muito para conseguirmos barrar, por exemplo, a concessão da linha 4 Amarela, e que este espírito de unidade e solidariedade dos metroviários, tão ausente numa sociedade individualista, se materializará em forma de vitória. Por isto posso dizer: “tenho orgulho de ser metroviário”. Boas festas e um 2006 repleto de vitórias!

* Diretor de Imprensa e Comunicação

voltar