Opinião do Diretor
Nossa união para 2006 será
fundamental!
O
ano de 2005 foi muito intenso para os brasileiros, refletindo
diretamente na nossa categoria. As ofensivas que enfrentamos por parte
do governo Alckmin, com o intuito de retirar nossos direitos,
enfraquecer nossa organização e implantar no Metrô a mais perversa
lógica neoliberal, visto a última tentativa, com a concessão da linha
4 Amarela para a iniciativa privada, que ainda exigirá dos
metroviários intensos embates e permanentes mobilizações.
O cenário político
brasileiro, em sua fase mais conturbada, deixou muitos dirigentes
desorientados, sem entender o confronto que se trava entre as forças
oligárquicas e reacionárias de direita, capitaneadas pelo PSDB e PFL,
e as esquerdas brasileiras, representadas pelo PT, por conta, também,
da incompreensão de que o que está em discussão não é a corrupção (mal
existente no estado brasileiro desde seu descobrimento, e que deve ser
combatido), mas sim o inconformismo da burguesia nacional de ver a
esquerda brasileira chegar ao Planalto Central com um operário
nordestino, ocupando o cargo de Presidente. Os que hoje se apropriam
das bandeiras da ética e da moral, até 2002 estavam escondendo CPI’s
dentro de gavetas, atrás dos armários e embaixo dos tapetes e, mesmo
hoje, não permitem que se estendam as investigações além do governo
Lula.
Pois bem, nós,
metroviários, também fomos atingidos neste redemoinho, pois esta
incompreensão trouxe para dentro da nossa categoria embates que
dificultaram uma união mais sólida nos enfrentamentos que travamos
contra o Metrô e o governo Alckmin.
As nossas
vitórias, apesar deste cenário desfavorável, se deram em virtude de a
diretoria do Sindicato ter tido a responsabilidade e maturidade de não
deixar contaminar nossa determinação de defender a categoria
metroviária em detrimento de posições divergentes.
Na retrospectiva
presente neste jornal, podemos observar que muitos foram os embates,
mas que em todos prevaleceu nossa unidade. Como exemplo do equívoco
citado, aponto a tentativa de se fazer de um benefício para a
categoria, uma disputa política, quando se defendeu o não desconto dos
R$ 5,00 para a construção de um patrimônio que será desfrutado por
todos os sócios do Sindicato.
Esta tentativa de
inviabilizar este feito não foi seguida pela esmagadora maioria da
categoria, inclusive com a defesa de companheiros que têm imóveis no
litoral, mas reconhecem a importância de contribuir para que todos
tenham o direito ao lazer nas férias e em datas especiais e, junto com
a família, se recompor para uma nova etapa de trabalho. Por estas
demonstrações de unidade e determinação para defender os direitos e
conquistas dos metroviários, tenho a certeza de que 2006 irá nos
exigir muito para conseguirmos barrar, por exemplo, a concessão da
linha 4 Amarela, e que este espírito de unidade e solidariedade dos
metroviários, tão ausente numa sociedade individualista, se
materializará em forma de vitória. Por isto posso dizer: “tenho
orgulho de ser metroviário”. Boas festas e um 2006 repleto de
vitórias!
* Diretor de
Imprensa e Comunicação