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Nº 483 - 19/12/2005


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Editorial

De olho em 2006

Passada a avalanche de ataques e denúncias desferidas pela oposição conservadora desde o segundo trimestre deste ano, é chegada a hora de intensificar nossa organização e mobilização com vistas ao combate da direita enraivecida e fascinada com a idéia de retomar o poder do país.

2006 será um ano de eleições estaduais e federal. Será o período determinante para o futuro dos trabalhadores do Brasil. Por isso, temos que ter em mente que a forma de administração da oposição conservadora é baseada na lógica do estado mínimo, quando o dever de prestar serviços de saúde, segurança, educação e transporte, sempre com qualidade, a todos os cidadãos, passa longe de seu plano de ações.

Para exemplificar a afirmativa, citamos o caso do prefeito de São Paulo, José Serra, que em um ano de mandato, já começou a arruinar o município mandando para a Câmara Municipal um Projeto de Lei que entrega, sem licitação, as áreas de educação, saúde, cultura, meio ambiente, esportes, ciência e tecnologia para entidades privadas.

Outro exemplo da implantação do estado mínimo pode ser encontrado no âmbito estadual, onde sentimos na pele os golpes dados pelo governo Alckmin em parceria com a direção do Metrô. A concessão da Linha 4 – Amarela será o primeiro passo para a retomada das privatizações, dando continuidade à política neoliberal de outrora.

No entanto, apesar dos desafios que nos esperam, 2006 será um ano de realizações, quando poderemos consolidar um governo que, após cumprir em boa parte os compromissos assumidos através da carta de 2002 dirigida “àqueles brasileiros”, comprometa-se com o restante dos brasileiros que conclamam uma outra política econômica, com redução rápida dos juros e diminuição do superávit primário, distribuição de renda mais ágil e abrangente, maior velocidade na criação de postos de trabalho e na recuperação do salário mínimo, combate efetivo ao latifúndio improdutivo e agilização das desapropriações e assentamentos. Enfim, que o que não pôde ser feito nestes quatro anos, em virtude da herança maldita de FHC, seja realizado nos próximos anos, e que em São Paulo, possamos exterminar o ninho tucano que se alojou no palácio dos Bandeirantes e tanto mal causou para o estado.

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