Opinião do diretor
Linha 5: continua a resistência
Almir de Castro*
O
tratamento diferenciado que vem sendo dado aos companheiros da Linha 5
é algo que causa indignação, pois companheiros que na verdade foram
usados como cobaia para a implantação de um sistema desconhecido
dentro do metrô, quer por equipamentos ou por modo de operação em uma
região carente de transporte e que passaria a ter uma novidade com
relação à qualidade de atendimento e serviço, se quer têm
reconhecimento pelo barro que tiveram que amassar. Os trabalhadores
desta linha já começaram a ser discriminados pelo fato de trabalharem
na mesma empresa que os companheiros das demais linhas, porém, sem os
mesmos direitos.
Já se vão três
anos de Linha 5, algumas melhorias os companheiros já conquistaram,
porém, muito aquém do merecido. Assim como foi nas Linhas 1 e 3 quando
da conquista da periculosidade para quem trabalha em área de risco, os
companheiros OTs e SLs da Linha 5 continuam lutando para que possam,
enfim, desfrutar os direitos que lhes são devido, como a jornada de
trabalho de 36h e a periculosidade.
O mesmo pode ser
dito sobre os ASs, que sofrem com o acúmulo de tarefas ocasionado pela
extinção da função de OEs. Com isso os ASs é que ficam responsáveis
pelas linhas de bloqueio e pela abertura e fechamento das estações. Os
ASs também foram prejudicados com a extinção da escala 4x2x4, sendo
submetidos à jornada de 40 horas, sem contar com a imposição de
horários absurdos, como a entrada às 4h30.
Como se não
bastasse tudo isso, algumas chefias ainda tentam desmobilizar os
companheiros, colocando uns contra os outros, dizendo que a culpa de
toda esta situação é da entidade sindical. Pode não ser necessário
dizer, mas os companheiros devem ser fortes e continuar combativos na
luta por seus objetivos e estar de mãos dadas com aqueles que de fato
representam e lutam pelos direitos de toda a categoria. Afinal, somos
todos metroviários.
*Secretaria de
Assuntos da Discriminação Racial