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Nº 481 - 10/11/2005


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Opinião da diretora:

4x2x4: a histórica conquista dos metroviários

Elaine Damásio*

Uma das mais antigas conquistas da categoria metroviária é a escala 4x2x4. No começo, a jornada de trabalho dos metroviários da GOP era 7x1x7x2x7x3, mas com o tempo os problemas de saúde dos companheiros começaram a se agravar e, com a nossa histórica unidade e mobilização, conseguimos avançar para a escala 6x1x3x2.

Passados mais de cinco anos nesta situação, que também não era nada favorável para o bom desempenho das atividades dos metroviários, lutamos e conquistamos a 4x2x3 para o pessoal do movimento e depois para o pessoal da estação, corpo de segurança, estacionamento e terminais.

Sabíamos que merecíamos mais, devido à complexidade do trabalho realizado pela nossa categoria e, por isso, prosseguimos na luta para ampliarmos nossos direitos. Foi ali, em abril de 1989, depois de marcharmos com 50 companheiros a Brasília e pressionarmos os deputados, que conquistamos as 6 horas para quem trabalha em turno de revezamento, o que já era garantido pela Constituinte de 88. Com o tempo, além dos IOs, os demais funcionários de estação e movimento também passaram a ter direito à 4x2x4, consagrando esta grande conquista.

Ocorre que o Metrô nunca se conformou com essa vitória da categoria e, no último período, aumentou suas investidas, adotando posturas desrespeitosas e anti-sindicais, como o ataque à hora extra programada noturna, eliminação dos OEs da Linha 5, implantação da escala 4x1x 4x3 com 40h e, por último, no momento em que a CUT e diversas centrais sindicais articulam um movimento nacional pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário, o Metrô tentou acabar com a escala de 36h no movimento, chegando ao cúmulo de enfrentar o Sindicato e a Federação, demitindo dirigentes que estavam coordenando a luta dos companheiros na resistência aos ataques.

Outra forma de tentar extinguir a jornada de 36h é negociar individualmente com os metroviários, atendendo interesses específicos em detrimento do direito coletivo, comprometendo assim a existência da escala 4x2x4.

Não avaliam estes companheiros, que uma empresa como o Metrô não conseguirá atender o interesse de cada metroviário e, por isso, ao tomar esta atitude, a empresa está somente visando exterminar um direito da categoria e, depois de feito isso, poderá tratar os casos isolados como bem entender. E neste momento, todos serão prejudicados. Por este motivo, ninguém deve negociar diretamente com o Metrô, e sim valorizar nossa tradição de união, mobilização e luta, remetendo todas as discussões para o Sindicato que, ouvindo o coletivo, tomará as decisões que melhor beneficie a todos.

*Secretária de Assuntos da Mulher

 
 
 
 
 
 

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