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Nº 481 - 10/11/2005


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Editorial

"Operação América" ao avesso

Operação América foi o nome dado ao esquema de segurança organizado para proteger o presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, no Brasil. Cães farejadores e mais de mil policiais de vários órgãos de inteligência e segurança foram mobilizados para garantir a integridade física do líder e maior símbolo do neoliberalismo e genocídio do mundo.

Porém, mesmo com todo este aparelhamento, Bush não escapou das manifestações dos cidadãos da Argentina, Brasil e Panamá contra a sua arrogância e falta de moral. Nem mesmo as rondas marítimas e vigílias aéreas privaram Walker Bush de se deparar com faixas, cartazes e manifestantes bradando palavras de ordem como “Bush, Fascista. Você é um terrorista”, “Yankees go home”, “Tire as patas do Iraque”.

Agora, mais ainda, Walker Bush sabe o quanto é detestado na América Latina, e que muitos protestos ainda acontecerão se ele mantiver a sua disposição de implantar a Alca. Em contrapartida, depois da 4ª Cúpula das Américas, México e Canadá deixaram explícita a sua vontade de concretizar a Alca e até sugeriram que o tratado se firme com ou sem Brasil, Argentina e Venezuela. Ocorre que sem a participação destes países, a Alca não se concretiza, e por isto essa frente de resistência é tão importante. Se o apelo do México e Canadá fosse viável, Walker Bush já teria implantado o acordo.

Os alertas contra o projeto da Alca já vêm sendo feitos desde 1994, e os prejuízos que as nações terão já são conhecidos, entre eles, submissão legal e econômica, limitação da ação sindical, condições insalubres de trabalho, destruição de parques industriais e a devastação do meio ambiente. Isso porque as legislações nacionais ficarão em hierarquia inferior ao direito das empresas O Estado nacional não poderá estabelecer regulamentação para o capital estrangeiro ou limitar a remessa de lucros. Políticas protecionistas serão colocadas em prática para inviabilizar as exportações dos países pobres para mercados como dos EUA e Canadá, enquanto estes últimos terão toda a liberdade para pintar o sete nos países membros e depois nos deixar à mercê da dominação imperialista.

O recado já foi dado e a disposição para impedir a Alca permanece, principalmente por conta da oposição e resistência lideradas por Hugo Chávez, hoje o inimigo nº 1 de Walker Bush, do neoliberalismo, capitalismo, terrorismo e, conseqüentemente, o maior defensor da construção de nações livres e soberanas. Uma liderança que deve ser seguida.

o.

 
 
 
 
 
 

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