Editorial
"Operação
América" ao avesso
Operação América
foi o nome dado ao esquema de segurança organizado para proteger o
presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, no Brasil. Cães
farejadores e mais de mil policiais de vários órgãos de inteligência e
segurança foram mobilizados para garantir a integridade física do
líder e maior símbolo do neoliberalismo e genocídio do mundo.
Porém, mesmo com
todo este aparelhamento, Bush não escapou das manifestações dos
cidadãos da Argentina, Brasil e Panamá contra a sua arrogância e falta
de moral. Nem mesmo as rondas marítimas e vigílias aéreas privaram
Walker Bush de se deparar com faixas, cartazes e manifestantes
bradando palavras de ordem como “Bush, Fascista. Você é um
terrorista”, “Yankees go home”, “Tire as patas do Iraque”.
Agora, mais ainda,
Walker Bush sabe o quanto é detestado na América Latina, e que muitos
protestos ainda acontecerão se ele mantiver a sua disposição de
implantar a Alca. Em contrapartida, depois da 4ª Cúpula das Américas,
México e Canadá deixaram explícita a sua vontade de concretizar a Alca
e até sugeriram que o tratado se firme com ou sem Brasil, Argentina e
Venezuela. Ocorre que sem a participação destes países, a Alca não se
concretiza, e por isto essa frente de resistência é tão importante. Se
o apelo do México e Canadá fosse viável, Walker Bush já teria
implantado o acordo.
Os alertas contra
o projeto da Alca já vêm sendo feitos desde 1994, e os prejuízos que
as nações terão já são conhecidos, entre eles, submissão legal e
econômica, limitação da ação sindical, condições insalubres de
trabalho, destruição de parques industriais e a devastação do meio
ambiente. Isso porque as legislações nacionais ficarão em hierarquia
inferior ao direito das empresas O Estado nacional não poderá
estabelecer regulamentação para o capital estrangeiro ou limitar a
remessa de lucros. Políticas protecionistas serão colocadas em prática
para inviabilizar as exportações dos países pobres para mercados como
dos EUA e Canadá, enquanto estes últimos terão toda a liberdade para
pintar o sete nos países membros e depois nos deixar à mercê da
dominação imperialista.
O recado já foi
dado e a disposição para impedir a Alca permanece, principalmente por
conta da oposição e resistência lideradas por Hugo Chávez, hoje o
inimigo nº 1 de Walker Bush, do neoliberalismo, capitalismo,
terrorismo e, conseqüentemente, o maior defensor da construção de
nações livres e soberanas. Uma liderança que deve ser seguida.
o.