Mais uma pra história
Há menos de um
mês, a categoria metroviária sofreu com uma das mais truculentas ações
vindas da direção do Metrô, que suspendeu vários operadores de trem e
demitiu os dirigentes sindicais Almir de Castro, Ciro Moraes dos
Santos, Altino de Melo Prazeres Júnior, e o presidente da Fenametro,
Wagner Fajardo.
O argumento usado
pela empresa para tentar justificar essa repressão foi a participação
destes metroviários na operação restrição de velocidade, que fez parte
do plano de lutas da categoria, aprovado em assembléia, para
pressionar o Metrô a não retirar direitos da categoria, como a escala
base de trabalho, o adicional de periculosidade àqueles que trabalham
em área de risco, principalmente na Linha 5, entre outros já apontados
nos Bilhetes e Plataformas anteriores.
Mas a tradição de
luta, organização, mobilização e unidade da categoria novamente
conseguiu reverter todas as punições. Depois de quase parar o Metrô
por tempo indeterminado, a empresa propôs desconsiderar todas as
retaliações e encaminhar as reivindicações da categoria que, em
contrapartida, não poderá fazer manifestações para cobrar o resultado
destas negociações durante 60 dias. Diante disso, a assembléia aprovou
a proposta do Metrô, suspendeu o movimento grevista e pôde ter seus
companheiros reintegrados.
Em meio a toda
aquela agitação, a CUT, os deputados estaduais Zico Prado (PT) e
Nivaldo Santana (PCdoB), os ferroviários brasileiros e os metroviários
de todo o Brasil e Argentina nos enviaram manifestações de apoio,
fortalecendo nossa luta contra a intransigência da direção da Cia. Os
metroviários reconhecem a importância desta ação e agradecem o apoio
de todos os companheiros.