O que está por traz da concessão da Linha
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Além
de permitir que os cidadãos decidam sobre os investimentos nas
políticas sócio-econômicas, o plebiscito também será obrigatório nos
casos de privatização de bens públicos e de alienação de bens que
constituem parte do patrimônio nacional. E ainda mais, tanto o
plebiscito, quanto o referendo, podem ser realizados mediante
iniciativa popular, ou por decisão de um terço dos membros de cada
Casa do Congresso. Assim, não só o povo, mas também a minoria
parlamentar, adquirem o poder de superar a barreira oligárquica
construída em torno da maioria parlamentar.
A diretoria
executiva do Sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou a sua
participação e apoio à Campanha Nacional em Defesa da República e da
Democracia, que tem como objetivo regulamentar o artigo 14 da
Constituição Federal de 1988 e permitir que os cidadãos possam propor
a realização de plebiscitos, referendos e iniciativa popular, para
decidir as questões que envolvem seus interesses.
O entendimento é
que a valorização do debate público é a forma de aprofundarmos nossa
experiência em um regime democrático, otimizando a qualidade da vida
política do país.
Para tanto, é
preciso mobilizar a sociedade para pressionarmos as autoridade e
fazermos valer o artigo 14 da Constituição Federal de 1988.
O Conselho Federal
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que lançou esta Campanha, já
encaminhou à Câmara dos Deputados o projeto de lei que amplia o poder
de participação e decisão dos cidadãos, cujo autor é o jurista Fábio
Konder Comparato. Há também as versões deste PL adaptadas aos âmbitos
estadual e municipal, que também já foram encaminhadas.
Na Câmara Federal
e Assembléia Legislativa do Estado de SP, o projeto está sendo
analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Já na Câmara
Municipal, os vereadores aprovaram o PL, no entanto, o prefeito José
Serra vetou a maioria de seus artigos sob a justificativa de que a
aprovação desta medida representaria o risco de um excesso de
consultas populares, que interferiria na administração municipal e
travaria a gestão do Executivo. Agora, os vereadores autores do
projeto, Sôninha e Paulo Teixeira, ambos do PT, apostam na sua
reformulação para uma nova apreciação.
O que devemos
fazer mesmo é ser persistentes e continuar pressionando, mas a
importância maior deste processo está no fato de levarmos a campanha à
frente e conscientizar, para mobilizar. De acordo com o coordenador do
comitê da Campanha Democracia Direta Já, da OAB/SP, Eduardo Di Piettro,
já foram colhidas seis mil assinaturas eletrônicas e 35 mil “no
papel”, o que terá significativo peso para comprovarmos a legitimidade
de nossa reivindicação.
O Sindicato aprova
este envolvimento e contribuirá com a mobilização da sociedade
brasileira. Participe você também e seja protagonista de mais este
avanço da democracia brasileira. Para conhecer a íntegra dos projetos
de lei e participar do abaixo-assinado, acesse www.escoladegoverno.com.br
ou www.oabsp.org.br.