Última Edição:
Nº 480 - 26/10/2005


Notícias:
a

Edições anteriores

 
 

 

 
 
 
 


Contra a
privatização da Linha 4 - Amarela

No último dia 19/10, a direção do Metrô e o governo do estado realizaram uma audiência pública para dar início ao processo de privatização da Linha 4 – Amarela. Dezenas de empresários do Brasil e exterior dividiram o auditório do Instituto de Engenharia com os metroviários, que representaram o Sindicato e a Fenametro, para se contrapor a esta iniciativa.

Antes de começar a audiência a categoria metroviária marcou sua presença distribuindo um informativo, onde foram expostos nossos argumentos contra o processo iniciado pelo Metrô e governo estadual. Já as faixas com palavras de ordem foram estendidas nas laterais do auditório logo no início da audiência.

A reação da maioria dos pretensos concessionários e dos organizadores da audiência foi de indiferença, o que deixou claro o quanto estão despreocupados com os trabalhadores. Mas os metroviários deram o seu recado, e deixaram claro que irão resistir a este desmonte.

Representando a Fenametro e seu presidente, Wagner Fajardo, que estava em Brasília, em outra audiência pública também sobre a privatização de metrôs de outros estados, o vice-presidente da entidade, Edgard Coelho Vaz, do Rio de Janeiro, relatou o quanto foi mal sucedida a experiência de privatização do Metrô carioca, que se tornou o mais caro do país, deixando claro que o acordo firmado entre governo estadual e concessionária não foi cumprido por ambos, o que resultou em um imenso prejuízo para a população e trabalhadores.

Neste ponto, Edgard lembrou que na última audiência pública ocorrida no Rio de Janeiro, houve consenso entre governo, concessionários, metroviários e população de que todos perderam com a privatização, mas só a sociedade está pagando a conta.

Ao fazer o uso da palavra, o vice-presidente do Sindicato, Paulo Pasin, que substituiu o presidente Flávio Godoi, afastado por motivos de saúde, firmou a reprovação da categoria com relação à privatização da Linha 4, e enfatizou o caráter burocrático daquela audiência pública, que não garantiu a participação da sociedade usuária. As dúvidas só puderam ser encaminhas à mesa por escrito, dificultando a livre manifestação dos presentes, que tiveram respostas inconclusas, muitas vezes limitadas ao “sim”, “não” ou “a resposta está no edital”.

Lembrou ainda a todos os empresários que se o Metrô representa um negócio tão atrativo e seu serviço tem a qualidade que supera até o do Corpo de Bombeiros e os Correios, é porque existe um quadro de profissionais altamente qualificado e responsável por tudo isso, que conquistou garantias e direitos que lhes permitem tranqüilidade para se dedicarem ao que fazem, e por isto não abrirão mão do que lhes é de direito – muito menos para facilitar a lucratividade de empresas privadas.

Os metroviários não permitirão que este seja o futuro do melhor e mais importante sistema de transporte de São Paulo. As medidas legais para tanto já estão sendo tomadas, e terão seu efeito ampliado com a mobilização da sociedade e dos metroviários.

Veja na página 3 porque a concessão da Linha 4 será prejudicial para todos e participe desta campanha pela garantia do Metrô público, estatal, de qualidade, com tarifas sociais e, como conseqüência, da manutenção dos direitos dos trabalhadores e cidadãos.

 

 

Foto: Metroviários protestam contra a concessão da Linha 4 - Amarela na audiência pública no Instituto de Engenharia. (Foto: Arquivo do Sindicato)

 
 
 
 
 
 

voltar