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Nº 479 - 07/10/2005

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Opinião do Diretor

Colônia de férias dos Metroviários (as)

Valdir Granito*

Há muito tempo, nós metroviários acalentamos o sonho de ter um local para recreação, divertimento e lazer em algum lugar do litoral, pois nem só de luta vive o trabalhador! Pois bem, em pouco tempo tudo isso poderá se transformar em realidade, com o término da construção da nossa colônia de férias em Caraguatatuba, um local privilegiado, com a vantagem de que será um patrimônio da família metroviária.

Nos dias de hoje o Sindicato mantém alguns convênios com colônias de férias, porém seus custos são altos e ineficazes, já que na época de temporada as vagas são limitadas e a prioridade é sempre dada para a categoria de origem, e nossas barracas não nos contemplam. Hoje, a idade média da categoria é de 47 anos, sendo necessário mais conforto para nós e nossas famílias.

Foi com este objetivo que no sétimo congresso dos metroviários, realizado em abril de 2000, elaboramos a tese que deliberou pela construção da nossa colônia, em conjunto com vários companheiros. Esta tese tem como cerne, além dos motivos expostos acima, aproveitar a estrutura já existente no local há anos, como terreno, casa, barracas e, inclusive, funcionário e família que residem no local; e foi elaborada e assinada pelos companheiros: Valdir Granito, AE/L1; Marcos Assis dos Santos, AS; Zé Hugo, AE; Josias Nascimento, AE; Lázaro Silva Júnior (Kabão), OT/L1; Edgard Balestro, AE; Cidão, PIT; Amaral, PIT; Camargo, PAT; Ciro, OT/L1; Sidnei de Oliveira (Vagareza), PIT; Pedrão, GCC e Benedito Barbosa, AS.

Porém, naquele momento estava claro que só o dinheiro da mensalidade paga pelos sócios não seria suficiente para concluirmos esta obra dentro dos padrões propostos, tendo em vista os altos gastos que são colocados para o Sindicato, e que são necessários, principalmente com os embates jurídicos, face à conjuntura que atravessamos nos dias atuais, com ataques cada vez mais acirrados deste governo neoliberal aos nossos benefícios.

Mas nós, metroviários, somos de luta, acreditamos em nossas vitórias e sabemos que poderemos construir nossa colônia, pois quando um só sonha é um sonho, mas quando vários sonham juntos, o sonho se torna realidade. Então companheiros (as) vamos à luta e logo nos encontraremos para festejar em nossa colônia, em nossa própria casa, a casa da família metroviária.

*Coordenador do Conselho Fiscal do Sindicato

 
 
 
 
 
 

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