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Nº 479 - 07/10/2005


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Editorial

Mais um revés de Alckmin

O dia de ontem foi marcado por uma grande vitória de todos trabalhadores contra o desrespeito, a desvalorização profissional e a precarização dos serviços públicos, principalmente para os professores. Por outro lado, para o governador Geraldo Alckmin e sua tropa neoliberal, ontem foi um dia de recuo e de derrota.

A administração tucana sofreu mais um revés, graças à mobilização de mais de 30 mil professores da rede estadual, que partiram em caminhada da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) rumo à avenida Paulista.

Esta foi a forma que estes trabalhadores encontraram para se opor contra a pretensão do governador de aprovar um Projeto de Lei Complementar (PLC) por ele encaminhado à Alesp, em caráter de urgência, no final de setembro. Falaciosa e burocraticamente, este PLC prevê a regulamentação das contratações temporárias na rede de ensino, mas que, na prática, determinaria que os docentes só poderiam ser contratados por um prazo de seis meses, prorrogável por mais seis, e que, depois disso, teriam que ficar durante dois anos afastados para então terem de volta o direito de serem contratados. O PLC também daria ao governo do estado o gostinho de demitir todos os trabalhadores contratados por este regime, o que corresponde a cerca de 120 mil docentes.

Felizmente, estes trabalhadores organizados se mobilizaram e conseguiram fazer com que o governador recuasse, anunciando que vai retirar o PLC da Alesp, com o argumento de que tal “medida visa ampliar os estudos e debates sobre o tema”, quando “entidades representativas de funcionários públicos, em especial do magistério, serão convidadas a participar da rediscussão do projeto”. Mas como Alckmin não dá ponto sem nó, sempre em busca da prevalência de seus interesses, o negócio é manter a vigília, unidade, mobilização e organização.

O Sindicato dos Metroviários se mantém solidário aos professores do ensino oficial do estado de São Paulo. Nossa luta prossegue de forma paralela a destes companheiros que, como nós, penam com a desregulamentação e flexibilização dos direitos e conquistas, sobrecarga de tarefas, violência no ambiente de trabalho, entre outros males que prejudicam suas funções, saúde e a prestação de serviços públicos à população. Nosso objetivo é o mesmo: combater a política mesquinha e destrutiva dos neoliberais, sempre valorizando os trabalhadores, enquanto seres humanos que têm direitos e que devem ser respeitados.

 
 
 
 
 
 

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