Editorial
Mais um revés de
Alckmin
O dia de ontem foi
marcado por uma grande vitória de todos trabalhadores contra o
desrespeito, a desvalorização profissional e a precarização dos
serviços públicos, principalmente para os professores. Por outro lado,
para o governador Geraldo Alckmin e sua tropa neoliberal, ontem foi um
dia de recuo e de derrota.
A administração
tucana sofreu mais um revés, graças à mobilização de mais de 30 mil
professores da rede estadual, que partiram em caminhada da Assembléia
Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) rumo à avenida Paulista.
Esta foi a forma
que estes trabalhadores encontraram para se opor contra a pretensão do
governador de aprovar um Projeto de Lei Complementar (PLC) por ele
encaminhado à Alesp, em caráter de urgência, no final de setembro.
Falaciosa e burocraticamente, este PLC prevê a regulamentação das
contratações temporárias na rede de ensino, mas que, na prática,
determinaria que os docentes só poderiam ser contratados por um prazo
de seis meses, prorrogável por mais seis, e que, depois disso, teriam
que ficar durante dois anos afastados para então terem de volta o
direito de serem contratados. O PLC também daria ao governo do estado
o gostinho de demitir todos os trabalhadores contratados por este
regime, o que corresponde a cerca de 120 mil docentes.
Felizmente, estes
trabalhadores organizados se mobilizaram e conseguiram fazer com que o
governador recuasse, anunciando que vai retirar o PLC da Alesp, com o
argumento de que tal “medida visa ampliar os estudos e debates sobre o
tema”, quando “entidades representativas de funcionários públicos, em
especial do magistério, serão convidadas a participar da rediscussão
do projeto”. Mas como Alckmin não dá ponto sem nó, sempre em busca da
prevalência de seus interesses, o negócio é manter a vigília, unidade,
mobilização e organização.
O Sindicato dos
Metroviários se mantém solidário aos professores do ensino oficial do
estado de São Paulo. Nossa luta prossegue de forma paralela a destes
companheiros que, como nós, penam com a desregulamentação e
flexibilização dos direitos e conquistas, sobrecarga de tarefas,
violência no ambiente de trabalho, entre outros males que prejudicam
suas funções, saúde e a prestação de serviços públicos à população.
Nosso objetivo é o mesmo: combater a política mesquinha e destrutiva
dos neoliberais, sempre valorizando os trabalhadores, enquanto seres
humanos que têm direitos e que devem ser respeitados.