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Nº 478 - 15/09/2005

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Contra a ganância e negligência de Bush

 

 

“Bush na Cadeia” é o slogan da campanha lançada pelo Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) no dia 23/8, com o objetivo de conscientizar os cidadãos sobre o perigo que o mundo corre, tendo no comando dos EUA o presidente George Walker Bush.

De forma audaz, e sem ilusões, o tema da campanha estimula a mobilização da sociedade pela condenação de Bush na ONU, por crime de guerra, tortura e ameaça à humanidade. Neste sentido, todos esforços serão válidos para que os cidadãos conheçam a fundo quem realmente é o presidente dos EUA. Ações como palestras e exposições fotográficas itinerantes estão previstas para acontecer no decorrer da campanha, com o objetivo de alcançar esta meta, ao menos, impedir que Bush estenda por mais tempo sua política belicista, genocida e imperialista.

Contribuição dos metroviários

A categoria metroviária está dando significativa contribuição para a campanha “Bush na Cadeia”. No dia 9/9, os metroviários fizeram uma grande mobilização em PSE, onde explicaram aos usuários o porque de tal ação, expuseram fotos e coletaram quase 3 mil assinaturas.

Outras ações como esta também serão feitas em outras estações, para que possamos reunir o máximo de assinaturas, que serão encaminhadas à ONU. Os interessados em participar desta mobilização também podem acessar a página do Cebrapaz na Internet (www.cebrapaz.org.br) e assinar o abaixo-assinado ou recolher as assinaturas com o abaixo-assinado disponível nas página do Sindicato (www.metroviários-sp.org.br).

Motivação

Recentemente, um dos motivos que faz qualquer cidadão ter repúdio pelo presidente Walker Bush é a trágica situação em que se encontra a população de Nova Orleans, depois de quinze dias da passagem do furacão Katrina neste local.

De acordo com as informações divulgadas nos meios de comunicação, hoje, o total de mortos em todo o país chega a 657. Só em Louisiana este número ultrapassa a casa dos 400, sem contar com os feridos e desaparecidos. Mas o fato não é bem este. O que deixou mesmo o mundo indignado é o quanto as autoridades federais, lideradas por Bush, demoraram para tomar as providências necessárias para prevenir e socorrer as vítimas.

O furacão Katrina chegou a Nova Orleans no dia 29/8, o rompimento dos diques que deixou a cidade submersa pelas águas do lago Pontchartrain aconteceu no dia seguinte, mas o aviso da chegada do furacão foi feito somente em 26/8. Ou melhor, em 2002 e 2004 autoridades já tinham concluído e divulgado estudos sobre os riscos de acontecerem fatalidades nesta cidade, situada abaixo do nível do mar, onde é predominante a população negra e da esquerda estadunidense.

Aí então possíveis motivos que levaram o presidente George W. Bush a se omitir diante do fato de que milhares de pessoas não tiveram condições financeiras e suporte para sair da cidade, sendo obrigadas a se refugiar no estádio Superdome ou no Centro de Convenções, locais estes que não oferecem as mínimas condições de sobrevivência, como água, luz, comida, banheiros, médicos e medicamentos.

O presidente dos EUA não se preocupou em tomar medidas preventivas para proteger os cidadãos estadunidenses, nem tão pouco em agilizar formas de sobrevivência para o período posterior à passagem do Katrina. Somente depois de dois dias assistindo e ouvindo notícias sobre a barbaridade de Nova Orleans é que resolveu agir.

É lamentável e inconcebível que um país como os EUA, com capacidade tecnológica e financeira para produzir armas nucleares; fazer guerras, como a do Iraque e Afeganistão; e promover extermínios mundo afora, não tenha tido condições de prevenir que a população de Nova Orleans passasse pela situação que está passando hoje, quando centenas de pessoas estão morrendo vítimas da calamidade e falta de ajuda.

Em setembro de 2004, Cuba providenciou a remoção de 1,9 milhão de pessoas para protegê-las do furacão Ivan e, com isso, não houve nenhum caso de vítima fatal nesta ilha. Já nos EUA, três dias depois, 57 pessoas morreram. No que pensava George W. Bush durante estes dias, em ambas as situações? Provavelmente em sua próxima ofensiva para ampliar seu império e, conseqüentemente, arruinar a vida de milhares de inocentes, que lutam para sobreviver em meio às conseqüências da ascensão do capitalismo, e que nada tem a ver com a sua ganância por dólares, petróleo e dominação.

 

Ação dos metroviários em PSE para conscientizar e mobilizar os usuários contra o domínio de Bush.

 

Fotos: Maurício Morais

 

 
 
 
 
 
 

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