Contra a ganância
e negligência de Bush

“Bush na Cadeia” é
o slogan da campanha lançada pelo Cebrapaz (Centro Brasileiro de
Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) no dia 23/8, com o objetivo
de conscientizar os cidadãos sobre o perigo que o mundo corre, tendo
no comando dos EUA o presidente George Walker Bush.
De forma audaz, e
sem ilusões, o tema da campanha estimula a mobilização da sociedade
pela condenação de Bush na ONU, por crime de guerra, tortura e ameaça
à humanidade. Neste sentido, todos esforços serão válidos para que os
cidadãos conheçam a fundo quem realmente é o presidente dos EUA. Ações
como palestras e exposições fotográficas itinerantes estão previstas
para acontecer no decorrer da campanha, com o objetivo de alcançar
esta meta, ao menos, impedir que Bush estenda por mais tempo sua
política belicista, genocida e imperialista.
Contribuição dos
metroviários
A categoria
metroviária está dando significativa contribuição para a campanha
“Bush na Cadeia”. No dia 9/9, os metroviários fizeram uma grande
mobilização em PSE, onde explicaram aos usuários o porque de tal ação,
expuseram fotos e coletaram quase 3 mil assinaturas.
Outras ações como
esta também serão feitas em outras estações, para que possamos reunir
o máximo de assinaturas, que serão encaminhadas à ONU. Os interessados
em participar desta mobilização também podem acessar a página do
Cebrapaz na Internet (www.cebrapaz.org.br) e assinar o abaixo-assinado
ou recolher as assinaturas com o abaixo-assinado disponível nas página
do Sindicato (www.metroviários-sp.org.br).
Motivação
Recentemente, um
dos motivos que faz qualquer cidadão ter repúdio pelo presidente
Walker Bush é a trágica situação em que se encontra a população de
Nova Orleans, depois de quinze dias da passagem do furacão Katrina
neste local.
De acordo com as
informações divulgadas nos meios de comunicação, hoje, o total de
mortos em todo o país chega a 657. Só em Louisiana este número
ultrapassa a casa dos 400, sem contar com os feridos e desaparecidos.
Mas o fato não é bem este. O que deixou mesmo o mundo indignado é o
quanto as autoridades federais, lideradas por Bush, demoraram para
tomar as providências necessárias para prevenir e socorrer as vítimas.
O furacão Katrina
chegou a Nova Orleans no dia 29/8, o rompimento dos diques que deixou
a cidade submersa pelas águas do lago Pontchartrain aconteceu no dia
seguinte, mas o aviso da chegada do furacão foi feito somente em 26/8.
Ou melhor, em 2002 e 2004 autoridades já tinham concluído e divulgado
estudos sobre os riscos de acontecerem fatalidades nesta cidade,
situada abaixo do nível do mar, onde é predominante a população negra
e da esquerda estadunidense.
Aí então possíveis
motivos que levaram o presidente George W. Bush a se omitir diante do
fato de que milhares de pessoas não tiveram condições financeiras e
suporte para sair da cidade, sendo obrigadas a se refugiar no estádio
Superdome ou no Centro de Convenções, locais estes que não oferecem as
mínimas condições de sobrevivência, como água, luz, comida, banheiros,
médicos e medicamentos.
O presidente dos
EUA não se preocupou em tomar medidas preventivas para proteger os
cidadãos estadunidenses, nem tão pouco em agilizar formas de
sobrevivência para o período posterior à passagem do Katrina. Somente
depois de dois dias assistindo e ouvindo notícias sobre a barbaridade
de Nova Orleans é que resolveu agir.
É lamentável e
inconcebível que um país como os EUA, com capacidade tecnológica e
financeira para produzir armas nucleares; fazer guerras, como a do
Iraque e Afeganistão; e promover extermínios mundo afora, não tenha
tido condições de prevenir que a população de Nova Orleans passasse
pela situação que está passando hoje, quando centenas de pessoas estão
morrendo vítimas da calamidade e falta de ajuda.
Em setembro de
2004, Cuba providenciou a remoção de 1,9 milhão de pessoas para
protegê-las do furacão Ivan e, com isso, não houve nenhum caso de
vítima fatal nesta ilha. Já nos EUA, três dias depois, 57 pessoas
morreram. No que pensava George W. Bush durante estes dias, em ambas
as situações? Provavelmente em sua próxima ofensiva para ampliar seu
império e, conseqüentemente, arruinar a vida de milhares de inocentes,
que lutam para sobreviver em meio às conseqüências da ascensão do
capitalismo, e que nada tem a ver com a sua ganância por dólares,
petróleo e dominação.

Ação dos
metroviários em PSE para conscientizar e mobilizar os usuários contra
o domínio de Bush.
Fotos: Maurício
Morais