Povo nas ruas:
contra
a corrupção e a oposição conservadora
Diante
dos fatos revelados recentemente, a sociedade se demonstra cada vez
mais mobilizada e disposta a defender a punição dos responsáveis pelos
esquemas de corrupção e pela continuidade do projeto do primeiro
governo popular do Brasil.
Dia após dia
aumenta a indignação da sociedade brasileira com as revelações feitas
no decorrer dos últimos meses, o que resultou na organização de
manifestações contra e a favor ao atual governo.
No último dia 16,
mais de 10 mil pessoas tomaram o vão largo da Esplanada dos
Ministérios em Brasília, e em Itabuna (sul da Bahia) e Aracaju outros
milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra as práticas
que fizeram eclodir a crise que abalou o governo do presidente Lula,
bem como contra as tentativas de seu desmonte.
Antes disso, Porto
Alegre, Goiânia e, mais uma vez, Brasília foram palco de grandes atos
realizados com o mesmo objetivo. É a volta dos caras pintadas! Porém,
desta vez, com o objetivo de apoiar a continuidade da primeira
experiência de um governo popular de esquerda, que se opõe à política
liberal de subserviência aos EUA.
A Coordenação dos
Movimentos Sociais (CMS); composta pela CUT, UNE, UBES, MST e outras
entidades populares; sempre deixou claro que toda esta mobilização é
contra a oposição neoliberal das elites brasileiras, encabeçada por
FHC e organizada pelo PSDB e PFL, tendo, portanto o objetivo de
pressionar o governo Lula a cumprir a agenda de mudanças proposta
quando eleito. Uma das principais é a alteração da política econômica,
que, enfim, viabilize o desenvolvimento do setor produtivo brasileiro
com geração de emprego, e propicie a distribuição de renda.
Em meio a atual
conjuntura, a reforma política também entrou no pacote de
reivindicações dos movimentos sociais, que cobram o financiamento
público de campanhas, fidelidade partidária, instituição da lista
partidária, entre outras medidas. Estas são algumas formas de cercear
práticas de corrupção em campanhas eleitorais, foco das acusações dos
envolvidos nas CPIs em curso.
O lado de lá
Já no dia 17/08,
alguns partidos como PSOL e PSTU, junto com o PDT e PPS, fizeram seu
ato para também se opor às práticas de corrupção, porém, bradando pelo
fim do governo Lula. Isso significa sair às ruas para devolver a
governabilidade do país à direita neoliberal, promovendo o retrocesso
do Brasil que, em pouco mais de dois anos sob comando do atual
governo, conquistou um limiar de recuperação, aumentando a produção
interna; ampliando o comércio externo com recordes sucessivos na
balança comercial, sem contar com a significativa otimização das
relações exteriores, tanto na América Latina, quanto nos demais países
do mundo, principalmente aqueles considerados subdesenvolvidos.
Seguindo esta
lógica, toda a mobilização das forças progressistas, representada pela
CMS, também tem o propósito de desmascarar os que hoje posam como
donos da verdade, não para tentar justificar os fatos lamentáveis que
o país vem presenciando, mas para alertar que é a esta turma que a
esquerda sectária está se aliando, conseqüentemente, dando fôlego para
sua investida contra o projeto do primeiro governo popular do Brasil.
Determinação para
decidir
Apesar de todo o
oportunismo da oposição, os fatos demonstram que a sociedade
brasileira resolveu encarar esta luta contra a corrupção. Portanto, se
queremos mesmo nos defender contra a retirada de direitos,
privatizações e terceirizações, garantindo desenvolvimento,
oportunidades de emprego, melhoria salarial e investimentos sociais, é
preciso constituir a maioria, manter nossa autonomia e cobrar com
ardor a continuidade da recente experiência que tanto progresso ainda
pode proporcionar aos trabalhadores do Brasil, América do Sul e demais
países.