Pendências da Campanha
Salarial
A luta não acabou


Assembléia que obrigou o Metrô
a apresentar uma terceira proposta de PR para São Paulo não parar.
Tudo começou quando encerramos a campanha salarial deste ano, no dia
1º de junho. Em mesa de negociação, no Tribunal Regional do Trabalho
(TRT), o Metrô se comprometeu a encerrar as negociações das pendências
da campanha em 60 dias. Porém, até o final de julho, o Metrô não
viabilizou a negociação. Este foi o motivo da mobilização da categoria
em defesa de seus direitos. As reivindicações eram:
Participação nos
Resultados (PR), com base em uma folha de salário nominal, de forma
linear e em uma única parcela;
Adicional de
Periculosidade para todos os metroviários que trabalham em área de
risco, inclusive na Linha 5 – Lilás;
Escala 4x2x4, com
jornada de 36h para todo o tráfego; e escala, jornada e condições de
trabalho iguais para todos na GOP;
Movimentações
pendentes, como forma de regularizar funções e remunerações dos
metroviários que, a partir de seu aperfeiçoamento, passaram a
desempenhar tarefas mais complexas;
Concursos
Internos, com critérios pré-discutidos com o Sindicato, evitando a
criação de condições diferenciadas de trabalho para a mesma função,
como iria acontecer com os que prestaram o concurso 006/2005 para OT’s,
que aumentava para 40h a jornada de trabalho;
Elaboração do
Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) necessário,
principalmente, para garantir a aposentadoria especial, àqueles que
trabalharam em área de risco;
Função do OE em
todas as linhas, com o objetivo de não sobrecarregar os SL’s, e também
manter a qualidade na prestação de serviço aos usuários.
A primeira
assembléia, realizada dia 19/7, já definiu como forma de luta a
realização de setoriais, distribuição do Jornal do Usuário, estado de
greve e paralisação a partir de 4/8.
Já no dia 1º de
agosto, data em que expirou o prazo para a empresa fazer valer a sua
palavra, o Sindicato participou de uma audiência de conciliação com o
Metrô que, para piorar a situação, afirmou que não pagaria a PR, por
entender que o prazo relativo ao período de 01/08/04 à 31/07/05 já
havia se esgotado, e por isso não teria que negociar.
No dia seguinte, o
Metrô deu mais uma demonstração de desrespeito para com os
metroviários e o Sindicato ao divulgar um comunicado diretamente nas
áreas, apresentando uma proposta de pagamento da PR que não atendia
aos anseios da categoria, somente para desmobilizá-la.
Mas o que
aconteceu foi o contrário. Os metroviários perceberam a manobra e
rejeitaram a proposta, assim como também a segunda enviada na tarde do
dia 3/8. Não fosse o Metrô recuar e apresentar uma terceira proposta
de pagamento da PR, a cidade teria parado.
Suspensa a greve e
mantida a mobilização da categoria em defesa das demais pendências da
campanha, no dia 4/8, o Sindicato e o Metrô participaram de mais uma
audiência de conciliação no TRT, onde a empresa apresentou uma
proposta que contemplou parcialmente as reivindicações da categoria,
já que a própria se comprometeu a apresentar laudos técnicos com
estudo referente à periculosidade das funções de SL’s, CST’s e OT’s da
Linha 5; a manter a escala 4x2x4 para as áreas de tráfego das Linhas 1
e 3, e também para os metroviários que prestaram o concurso 006/2005,
desde que seja estabelecida uma escala de reforço que, combinada com a
4x2x4 atenda as necessidades operacionais dos finais de semana. Quanto
à PR, a importância que será paga é de R$ 2.600,00 em três parcelas:
R$ 800,00 no dia 08/08; R$ 900,00 em 18/11 e R$ 900,00 em 20/02/06.
Também ficou assegurada a assinatura do acordo da campanha salarial de
2005 até o dia 12/8, sendo que já temos uma audiência nesta mesma
data, às 13h30, no TRT, para discutir divergências, caso ocorram.
Diante dos fatos,
os metroviários encerraram a campanha, mas continuam atentos,
mobilizados e organizados para continuar na defesa das questões que
ainda não foram resolvidas e combater qualquer ataque às suas
conquistas e direitos.