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Nº 474 - 23/06/2005

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Editorial:

Mobilizar para promover mudanças
 

Na última terça-feira, 21/6, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), da qual fazem parte a CUT, UNE, o MST e demais entidades, iniciou suas investidas para organizar a luta em defesa dos avanços e progressos representados pelo governo popular do presidente Lula, em um cenário em que a oposição se mantém a todo instante concentrando esforços para intensificar a crise política no país, com apoio da burguesia e da maioria dos veículos de comunicação.

A elaboração da “Carta ao povo brasileiro”, um manifesto político que propaga a defesa do atual governo, o rígido combate à corrupção, uma reforma política que fortaleça a democracia e os partidos políticos, e a efetiva implantação de mudanças, principalmente na economia, foi a primeira das iniciativas que devem ser tomadas para impedir a ascensão destas forças neoliberais.

Neste manifesto, a CMS deixa clara a urgência de serem efetivadas mudanças na política econômica brasileira, com a redução dos juros e diminuição do superávit primário, como forma de encaminhar o país aos rumos do desenvolvimento sustentável, com investimentos na área social e de infra-estrutura, conseqüentemente, elevando a qualidade de vida da população, com a geração de empregos e distribuição de renda.

O governo Lula nos oferece esta possibilidade, e é justamente aí que está o estímulo para barrarmos a oposição conservadora e permitirmos que as mudanças sejam efetivadas. Este não é o momento de nos mantermos isentos. É chegada a hora de sairmos às ruas e demonstrarmos à oposição neoliberal que suas manobras para desmoralizar o governo foram em vão e que temos a experiência e convicção do quão traumatizante seria ter o retorno dos conservadores ao governo central.

Portanto, a ação organizada e intensa dos trabalhadores, entidades que os representam e movimentos sociais torna-se determinante para impedir esta ação golpista, apoiando o governo do único presidente operário de nossa história, para conquistarmos a formação da sociedade justa e democrática que pleiteamos.

 
 
 
 
 
 

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