*Flávio Montesinos Godoi
Mesmo
encerrada a campanha salarial, que consolidou o adicional de risco de
vida, ampliou o adicional de periculosidade e manteve todo o acordo
coletivo, não encerrou a necessidade de lutarmos pelos nossos
direitos.
Essa necessidade se apresenta logo de
início para impedir definitivamente a tentativa do Metrô de implantar
as 40 horas e turno fixo nos tráfegos das linhas 1, 2 e 3. Essa não é
uma luta somente dos operadores de trem, pois a resistência a mais
esta investida da empresa é importante para a luta pelo
restabelecimento da jornada de 36 horas para todos que trabalham na
operação, inclusive na Linha 5.
A Participação nos Resultados, que a
empresa se comprometeu a discutir, vamos ter que nos mobilizar para
exigir o pagamento do período que termina em julho e já comprometer o
Metrô com o período que se inicia em agosto. Nossa produtividade
aumenta a cada dia e temos que ser recompensados por isso.
Corrigir as injustiças e retomar o
pagamento regular da periculosidade para todos os que recebem por
apontamento e pagar para as funções que ainda não foram contempladas
na linha 5, deve ser um objetivo a ser perseguido com pressão da
categoria durante os 60 dias de estudo que a empresa assumiu.
Mesmo com o compromisso da empresa de
realizar as movimentações de pessoal no mês de julho, a luta pelo
Plano de Carreira e a regularidade na realização das MP´s é um
objetivo a ser perseguido pela categoria
Não está perdida a ampliação do adicional
de risco de vida, pois mesmo com a promessa do Metrô de recorrer de
qualquer sentença judicial, todos os recursos políticos e jurídicos,
somados à organização da luta, devem ser utilizados para corrigir mais
esta atitude injusta.
Finalmente, no ano que vem completam 5
anos de empresa os metroviários admitidos depois da greve de 2001,
quando a empresa e o TST impuseram o fim do qüinqüênio e o nosso
grande desafio será impedir que se consolide o tratamento diferenciado
de metroviários em nosso Acordo Coletivo. Sabemos que não é uma luta
fácil, mas sabemos também que ela é fundamental para a unidade da
categoria e será reconquistada com a luta dos metroviários e
metroviárias.
Os desafios são muitos, as dificuldades
também, mas tenho certeza que assim como conseguimos manter nosso
acordo coletivo e ampliamos nossos direitos nessa campanha salarial, a
categoria, junto com o seu Sindicato, continuará protagonizando lutas
vitoriosas que irão permitir a consolidação de novas conquistas.
Parabéns metroviários e metroviárias! A luta não pode parar!
* presidente do Sindicato