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Nº 473 - 02/06/2005

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Espaço Aberto

Avançar na luta é ampliar ainda mais as conquistas

A Executiva Nacional da Corrente Sindical Classista (CSC) reitera sua posição contra a PEC 369, que acena com um retrocesso na organização sindical, e defende a Plataforma Democrática aprovada na 11a Plenária Nacional da CUT como base para uma nova proposta de reforma sindical.

A CSC entende que esta plataforma significou uma vitória das forças mais representativas do movimento, constituindo uma negação dos princípios que orientam a PEC 369, já que mantém e aprimora a unicidade como condição de representação dos sindicatos, barrando o pluralismo nas bases, preconizando critérios de democracia e representatividade.

Contém outros pontos positivos, como a ratificação da Convenção 158 da OIT, organização por local de trabalho, ultratividade dos contratos, direito de negociação e greve do setor público e organização por ramo e setores econômicos. A plataforma não deve ser concebida nem encaminhada como uma emenda ao projeto, mas como a base para uma alternativa democrática de reforma. De outro modo não será possível pretender a unidade da classe trabalhadora em torno do tema.

A plataforma democrática deve ser um instrumento para a recomposição da unidade dos trabalhadores e o ponto de partida para um novo projeto de organização sindical definido em comum acordo pelas centrais, confederações, federações e demais entidades sindicais, de forma autônoma e independente em relação a patrões e governo.

A unidade da classe trabalhadora e do movimento sindical é fundamental para enfrentar com sucesso a ofensiva patronal contra os direitos sociais e defender as conquistas acumuladas em mais de um século de lutas.

Os pontos da Plataforma Democrática Básica com os quais os sindicalistas classistas devem trabalhar são:

- Reconhecimento das Centrais Sindicais com liberdade na estrutura vertical;

- Manutenção da estrutura atual nos sindicatos de base (unicidade);

- Organização Sindical por Setores e Ramos de Atividade (a CSC foi pioneira na defesa da representação mais ampla das bases, que contribuirá para uma maior união dos trabalhadores);

- Fim do Imposto Sindical e das taxas confederativa e assistencial, e instituição da Contribuição Negocial;

- Direito de Organização por Local de Trabalho – OLT;

- Contrato Coletivo Nacional por Ramo;

- Direito de Negociação e Greve no Setor Público nas três esferas e poderes (hoje os servidores públicos não têm tal direito);

- Ultratividade dos Contratos: enquanto não se chega a uma nova Convenção e/ou Acordo Coletivo continuarão valendo as cláusulas do anterior;

- Substituição Processual: permite às organizações sindicais representarem na Justiça os trabalhadores de sua base, evitando retaliações patronais;

- Coibição das práticas anti-sindicais: proíbe demissão ou perseguição de sindicalizados, grevistas e militantes;

- Ratificação da Convenção 158 da OIT: tal convenção, que chegou a ser ratificada pelo governo Itamar Franco e teve seus efeitos suspensos pelo governo neoliberal de FHC, proíbe as demissões imotivadas.

Wagner Gomes é vice-presidente da CUT Nacional e Executiva Nacional da Corrente Sindical Classista (CSC). 

 

* Wagner Gomes é vice-presidente da CUT Nacional e Executiva Nacional da Corrente Sindical Classista (CSC).

 
 
 
 
 
 

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