A campanha salarial dos metroviários chega
ao fim, mas os companheiros da Sabesp, do INSS, da educação, saúde,
que também têm data base no primeiro semestre, continuam na luta para
que os governos estadual e federal deixem de ignorar suas
reivindicações. Os trabalhadores da Sabesp já estão em greve, enquanto
os demais ameaçam deflagrar suas paralisações, caso os governos
continuem irredutíveis no avanço de suas propostas.
Tendo conhecimento desta realidade, os
metroviários devem se solidarizar com a luta destes companheiros,
protestando contra esta atitude desrespeitosa, que só tem afrontado
aqueles que são os responsáveis pelo funcionamento dos serviços
públicos, o que torna claro que o que está na ordem do dia é a redução
de custos, a qualquer custo! Para o governador Geraldo Alckmin
precarizar as relações de trabalho, e comprometer a prestação de
serviços públicos não é preocupante.
E para piorar a situação, o governo
federal continua adotando sua política de elevação do juro,
contribuindo com a retração dos investimentos, dificultando o crédito,
inibindo o consumo, a produção e geração de empregos.
A combinação destas situações só causa o
atraso do tão esperado desenvolvimento sócio-econômico do país. Aqui é
fundamental alertar que a solidariedade, organização e união são os
fatores determinantes para que consigamos alcançar nossos objetivos.
Para que os trabalhadores consigam ter suas reivindicações atendidas
e, conseqüentemente, para que possa haver geração e distribuição de
renda.
Defender os serviços públicos passa pela
solidariedade aos companheiros em luta, pois sabemos o que significam
os ataques aos direitos dos trabalhadores promovidos pelo governo
Alckmin.