Os metroviários saem vitoriosos da campanha salarial 2005, que
terminou ontem, após a realização de assembléia que deliberou pela
aprovação da proposta apresentada pelo Metrô, que contém importantes
avanços.
Além do reajuste salarial de 7,94%; que incide também sobre o
tíquete, o piso da categoria, o adicional de motorista e a
gratificação de férias; a inclusão do Adicional de Risco de Vida no
nosso acordo coletivo para os AE´s, AS´s e SSE´s que recebem
atualmente, é uma de nossas principais conquistas (o Metrô se recusava
a garantir este direito, baseando-se em sentença do TST). Mesmo não
tendo garantido a ampliação para todos que trabalham com valores nas
estações, a inclusão no acordo permite melhores condições para sua
ampliação, pois já é uma conquista consagrada da categoria.
O Metrô garantir o pagamento do adicional de periculosidade para os
metroviários novos, inclusive na manutenção da Linha 5, que mesmo
trabalhando em área de risco, não recebiam, e também assumir que está
abandonando a proposta de ampliar o método de pagamento de
periculosidade por apontamento, com o compromisso de reavaliar onde
está sendo utilizado este método e estudar sua aplicação para outras
funções da Linha 5, é outro ponto fundamental de combate a uma grande
injustiça que vem sendo praticada pela empresa.
Um aspecto importante, mesmo que rejeitado pela assembléia por
conta de sua redação, é a proposta de debater um quadro mínimo na
4x2x4 nas áreas operativas. A empresa se compromete a não realizar
nenhuma movimentação para o tráfego, enquanto não for concluído o
debate com o Sindicato. Ficou muito claro na posição da categoria que
não vamos aceitar a implementação da jornada de 40 horas no tráfego
das linhas 1, 2 e 3 e que vamos fortalecer a luta para ampliar para
todo o pessoal operativo das 4 linhas a jornada de 36 horas semanais.
O aumento do auxílio creche para R$250,00 e o não desconto das
horas das manifestações realizadas durante a campanha foram também
garantidos na última proposta da empresa.
Sem dúvida nenhuma, estas conquistas são fruto da importante
mobilização da categoria, que participou ativamente das setoriais e
assembléias, usou o colete da campanha, retirou o uniforme, promoveu
os cafés com usuários, operou os trens com restrição de velocidade,
realizou uma grande passeata no dia 24 e demonstrou sua disposição
resoluta de lutar em defesa de seus direitos. Veja na página 4 a
íntegra das propostas apresentadas pelo Metrô