Após
enfrentar greves e conflitos com os funcionários da Fundação Estadual
do Bem-Estar do Menor (Febem), o governador demitiu, de forma
arbitrária, 1.751 funcionários que reivindicavam condições dignas e
seguras de trabalho.
No entanto, a defesa destes trabalhadores
foi eficiente e conseguiu a reversão da situação. O Tribunal Regional
do Trabalho (TRT) considerou a legalidade da greve e determinou o
pagamento dos dias parados, a concessão de 60 dias de estabilidade aos
funcionários com menos de três anos de fundação, o reconhecimento da
estabilidade aos empregados concursados com mais de três anos de
Febem, deliberando ainda a instauração de processo administrativo para
apurar supostos envolvidos com atos de tortura ou maus-tratos.
Diante de mais este revés, o governador
entrou com um recurso no TST, solicitando a suspensão da decisão do
TRT. Brasília negou o pedido, apresentando as devidas explicações para
justificar a manutenção dos direitos dos trabalhadores.
Geraldo Alckmin terá mesmo que
respeitá-los.