O plano de carreira é uma reivindicação
histórica da categoria que sempre constou na pauta de negociação das
campanhas salariais.
Em 2004 a categoria conquistou, através de
muita pressão, a obrigatoriedade do Metrô debater com o Sindicato a
implantação do plano de carreira.
Os metroviários de todas as áreas foram
convidados para apresentar suas propostas e eleger uma comissão, com
representantes de todas as áreas, para participar das negociações com
o objetivo de defender uma careira transparente, justa, com critério
claros e objetivos de avaliação e movimentação.
Porém, já na fase inicial das negociações
o Metrô sinalizou que algumas preocupações da categoria não seriam
discutidas. O Sindicato insistiu na defesa de que o debate não poderia
se afastar das expectativas manifestadas pela categoria.
Porém, na última reunião de grupo de
trabalho, realizada no dia 17/3, ficou claro que a intenção do Metrô é
de se aproveitar a expectativa da categoria para resumir o plano de
carreira em critérios de ascensão e avaliação profissional, e não
definir o perfil dos cargos e funções.
O Sindicato não concorda com a forma como
o Metrô está conduzindo a discussão, sem que haja uma relação entre o
plano de carreira e as funções que os metroviários desempenham no
dia-a-dia e defende que o plano de carreira deve corrigir as
distorções que descaracterizam os cargos em diversas áreas.
Na Linha 5 – Lilás, os AS’s acumulam
funções da linha bloqueio e, em algumas estações, controlam as escadas
rolantes e chegam a assumir até a SSO. Os OE’s foram retirados das
suas funções para fazer curso de eletricista no SENAI e transferidos
para a manutenção. O Metrô já reduziu muitas funções e postos de
trabalho com esta estratégia.
O método que o Metrô adotou para reduzir
custos, além de afetar a qualidade dos serviços prestados à população,
causa estafa e eleva o número de acidentes de trabalho. Os
metroviários precisam conhecer as atividades que orientam suas funções
para garantir uma vida profissional planejada.
O Sindicato está encaminhando carta ao
Metrô com todas as reivindicações da categoria para o plano de
carreira, desde a contratação através de concursos públicos, critérios
para a movimentação, perfil dos cargos e funções, motivação e
capacitação, processo da avaliação, etc.
Queremos garantir um plano de carreira
para toda a categoria, mas este plano tem que ser inteiro e não pela
metade como quer o Metrô.