O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)
combinado à redução do desemprego e ao controle da inflação facilitou
a reposição da inflação nos acordos salariais fechados no ano passado.
Quase 81% dos acordos salariais em 2004 tiveram reajustes iguais ou
maiores que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE
apurado nos 12 meses anteriores a cada data-base.
Com esse desempenho, os reajustes
salariais negociados de janeiro a dezembro de 2004 foram os melhores
desde 1996, segundo levantamento divulgado pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Porém, a manutenção da alta taxa de juro,
o arrocho fiscal e toda a política econômica da dupla Palocci e
Meirelles pode comprometer a continuidade da reposição das perdas
salariais.
A Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro)
avalia que a manutenção da política econômica e a postura
intransigente do governo federal em não conceder reajustes pode
repetir a radicalização da luta travada no ano passado em Recife, Belo
Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre.
Assim, a diretoria executiva da Fenametro,
reunida no último dia 10 de março, definiu que a campanha salarial
unificada dos metroviários em todo o país terá como eixo central a
luta contra a terceirização e a privatização, e a defesa do metrô
público, estatal, de qualidade e acessível aos trabalhadores.
Também estão contempladas nas
reivindicações da campanha nacional da Fenametro, a reposição das
perdas salariais, a redução da jornada de trabalho, piso salarial
nacional, manutenção dos direitos e conquistas e estabilidade no
emprego.
Mas as dificuldades que os metroviários e
outras categorias que negociam com o governo de São Paulo vão
enfrentar nesse ano serão intensificadas com a política de
sucateamento dos serviços públicos e ataque aos direitos e conquistas
dos trabalhadores, que o tucanato paulista desenvolve.
Para enfrentar esta situação o Sindicato
também está participando das reuniões que vão definir a campanha
unificada da CUT-SP.
No último dia 23 de março, na reunião com
diversas entidades que têm data-base no primeiro semestre do ano, foi
aprovada a pauta unificada de reivindicações que contempla os
interesses específicos das categorias e da população em geral, como:
reposição salarial, política de pessoal, melhores condições de
trabalho, liberdade de organização sindical e defesa dos serviços e
das políticas públicas.
No próximo dia 6, uma nova reunião
definirá a data de entrega da pauta ao governador e do ato na
Assembléia Legislativa.
ô.