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Nº 470 - 04/04/2005

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Campanha Unificada

A Fenametro já definiu o eixo da campanha salarial unificada dos metroviários e o Sindicato está participando das reuniões na CUT-SP para organizar a luta das categorias em campanha salarial
 

O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) combinado à redução do desemprego e ao controle da inflação facilitou a reposição da inflação nos acordos salariais fechados no ano passado. Quase 81% dos acordos salariais em 2004 tiveram reajustes iguais ou maiores que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE apurado nos 12 meses anteriores a cada data-base.

Com esse desempenho, os reajustes salariais negociados de janeiro a dezembro de 2004 foram os melhores desde 1996, segundo levantamento divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Porém, a manutenção da alta taxa de juro, o arrocho fiscal e toda a política econômica da dupla Palocci e Meirelles pode comprometer a continuidade da reposição das perdas salariais.

A Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro) avalia que a manutenção da política econômica e a postura intransigente do governo federal em não conceder reajustes pode repetir a radicalização da luta travada no ano passado em Recife, Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre.

Assim, a diretoria executiva da Fenametro, reunida no último dia 10 de março, definiu que a campanha salarial unificada dos metroviários em todo o país terá como eixo central a luta contra a terceirização e a privatização, e a defesa do metrô público, estatal, de qualidade e acessível aos trabalhadores.

Também estão contempladas nas reivindicações da campanha nacional da Fenametro, a reposição das perdas salariais, a redução da jornada de trabalho, piso salarial nacional, manutenção dos direitos e conquistas e estabilidade no emprego.

Mas as dificuldades que os metroviários e outras categorias que negociam com o governo de São Paulo vão enfrentar nesse ano serão intensificadas com a política de sucateamento dos serviços públicos e ataque aos direitos e conquistas dos trabalhadores, que o tucanato paulista desenvolve.

Para enfrentar esta situação o Sindicato também está participando das reuniões que vão definir a campanha unificada da CUT-SP.

No último dia 23 de março, na reunião com diversas entidades que têm data-base no primeiro semestre do ano, foi aprovada a pauta unificada de reivindicações que contempla os interesses específicos das categorias e da população em geral, como: reposição salarial, política de pessoal, melhores condições de trabalho, liberdade de organização sindical e defesa dos serviços e das políticas públicas.

No próximo dia 6, uma nova reunião definirá a data de entrega da pauta ao governador e do ato na Assembléia Legislativa.

ô.

 
 
 
 
 
 

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