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Nº 470 - 04/04/2005

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Solidariedade brasileira ao governo Chávez!

Há um ditado que diz que os verdadeiros amigos se conhecem nos momentos de dificuldade.

Esta lealdade foi manifestada na defesa enfática que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, no dia 29/3, no encontro de cúpula em Ciudad Guayana, do governo do presidente Chávez, demonstrando mais uma vez que a integração sul-americana, enquanto projeto indispensável ao desenvolvimento do Mercosul, somente será viável se for respeitada a soberania dos povos.

A importância da solidariedade do governo Lula ganhou maior relevância por ter ocorrido em um momento em que o governo Bush aperta o cerco contra o governo Chávez. Tenta isolá-lo na arena internacional e, principalmente, busca incompatibilizá-lo com seus vizinhos sul-americanos.

Pouco antes da Páscoa havia passado por Brasília o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld. À moda imperial, disse que o governo Bush estava “preocupado” pelo fato de a Venezuela ter anunciado a compra de 100 mil fuzis da Rússia. No mesmo dia da reunião na Ciudad Guayana, o próprio Bush telefonou para o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, manifestando a mesma “preocupação”.

A política internacional do presidente Lula é muito diferente da política dos tucanos que, durante o mandato do FHC manteve o país submisso aos interesses dos EUA.

Por isso, Lula empreende com vigor a defesa do legítimo e democrático governo venezuelano e, com firmeza e habilidade, paralisou a implementação do projeto da Alca que quando de sua posse vinha a todo vapor.

Com a sagacidade usual, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, sob a chefia do chanceler Celso Amorim, também fez a defesa do governo Chávez e se contrapôs abertamente aos rugidos de governo Bush explorando as contradições entre os Estados Unidos e a Europa.

As declarações do presidente Lula em defesa da soberania venezuelana demonstraram que o Brasil está apostando no estreitamento das relações entre os países latino -americanos, um sonho que os partidos de esquerda sempre mantiveram e agora começa a se tornar realidade.

Onofre Gonçalves de Jesus, secretário de relações intersindicais da Federação Nacional dos Metroviários

 
 
 
 
 
 

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