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Nº 468 - 03/03/2005

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Ato público marca o início das mobilizações contra a reforma sindical

Na última quarta-feira, dia 2 de março, às 10h, o auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo foi palco de uma expressiva manifestação de dirigentes sindicais contra a proposta de reforma sindical que foi encaminhada para votação no Congresso Nacional.

O ato foi encabeçado pelo vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o metroviário Wagner Gomes, com objetivo de denunciar a ameaça de retrocesso que a reforma traz para a organização dos trabalhadores.

Um documento assinado por Wagner Gomes e vários dirigentes da executiva nacional da CUT, afirma que “a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) e o PL (Projeto de Lei) que dizem respeito à reforma sindical, atacam frontalmente os direitos e as reivindicações históricas dos trabalhadores” e que isso coloca o movimento sindical numa encruzilhada.

“Defendemos a realização de uma reforma sindical que vise democratizar os sindicatos, garantir o livre direito de greve e o direito de organização nos locais de trabalho, e não é disso que se trata a PEC”, afirma o documento.

Segundo o documento, a lógica da PEC é dar “superpoderes” às cúpulas das centrais sindicais e restabelecer a intervenção do Estado na organização sindical, escancarando o processo de “livre negociação”, ao mesmo tempo em que nega o irrestrito direito de greve. “Portanto é uma obrigação de todos os sindicatos entrarem na luta para derrotar essa proposta na forma como está apresentada”.

O projeto de reforma sindical proposto pelo FNT não encontra respaldo entre os membros da executiva nacional da CUT ligados à corrente majoritária (Articulação Sindical), da qual faz parte o presidente da entidade, Luiz Marinho.

Entre os 25 membros da Diretoria Executiva da CUT, apenas 13 concordam parcialmente com o projeto, e apresentam muitas ressalvas.Os outros 12 são contra, cabendo também destacar que nos bastidores várias lideranças da própria Articulação manifestam discordâncias em relação ao texto final da reforma.

Assim ficou claro que não há ”consensos” sobre a proposta da reforma sindical que acena até com a flexibilização dos direitos trabalhistas ao excluir o princípio que garante a prevalência da norma mais favorável ao trabalhador em caso de conflito entre convenções e/ou acordos coletivos e a legislação.

O Sindicato já se manifestou contra o texto da reforma sindical e vai somar forças com todos que querem impedir sua aprovação no Congresso Nacional.

O ato realizado na Assembléia Legislativa do Estado foi o pontapé inicial de um amplo movimento de resistência aos anunciados retrocessos na legislação trabalhista.

Um documento pautando as preocupações em relação à reforma foi aprovado no ato e será divulgado para todos as categorias.

 
 
 
 
 
 

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