Todos contra a
reforma sindical
O
Sindicato aprovou, no Seminário da Diretoria, a resolução sobre a
reforma sindical e convoca a categoria para lutar contra os
retrocessos que ameaçam os direitos e as conquistas dos trabalhadores
A resolução aprovada pela diretoria do
Sindicato considera que o projeto de emenda constitucional (PEC) e o
projeto de Lei ordinária são inaceitáveis pelos seguintes motivos:
1) Coloca em dúvida os direitos dos
trabalhadores já garantidos na atual legislação trabalhista e nos seus
respectivos acordos ou dissídios coletivos, instituindo a prevalência
do negociado sobre o legislado;
2) Conduz à pulverização e à pluralidade
na representação sindical, com a extinção do princípio da unicidade
sindical e concentra poderes excessivos na cúpula das centrais
sindicais;
3) Praticamente inviabiliza o exercício do
direito de greve dos trabalhadores, principalmente nas categorias que
exercem atividades consideradas pelo projeto, como essenciais;
4) Acaba com a Poder Normativo da Justiça
do Trabalho no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores, mas
mantém seu poder punitivo sobre as organizações sindicais e as lutas
dos trabalhadores.
5) Penaliza e criminaliza o exercício da
representação sindical dos trabalhadores;
6) Não garante a negociação coletiva nem
regulamenta a representação sindical dos servidores públicos nas três
esferas.
A reforma que precisamos tem que:
- Garantir a unidade dos trabalhadores nos
sindicatos, tendo como princípio a unicidade sindical na base das
categorias, impedindo mais de um sindicato por base territorial.
- Garantir a organização dos trabalhadores
nos locais de trabalho, com a instituição do representante sindical
eleito pelos trabalhadores através do Sindicato.
- Garantir a estabilidade no emprego dos
dirigentes sindicais e os representantes eleitos pelos trabalhadores.
- Garantir às entidades sindicais a
substituição processual de seus representados.
- Penalizar e criminalizar os patrões pela
prática de atos anti-sindicais, que impeçam o livre direito de
associação às entidades sindicais, o livre direito de greve e a
participação na vida sindical.
Nossa entidade, portanto, vai esclarecer a
categoria e mobilizá-la para impedir a aprovação deste projeto de
reforma sindical, lutando para evitar retrocesso na organização dos
trabalhadores e nos seus direitos conquistados ao longo dos anos.