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Nº 468 - 03/03/2005

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Vamos barrar a privatização do Metrô

Uma grande vitória da categoria ocorreu com a suspensão da licitação do Metropass, mas a luta contra a privatização do Metrô e em defesa dos direitos e conquistas de todos está apenas começando

Os metroviários sabem que a terceirização dos serviços em algumas áreas do Metrô têm o objetivo de privatizar, aos poucos, todo o sistema.

Com a privatização teremos mais demissões, sucateamento do metrô e o aumento das tarifas.

Na última sexta-feira, conquistamos uma vitória importante com a revogação do processo de licitação da bilhetagem eletrônica (Metropass), diante da pressão que o Sindicato desenvolveu na Assembléia Legislativa do Estado com o apoio dos deputados estaduais Ana Martins, Candido Vaccarezza, Enio Tato, Mario Reali, Nivaldo Santana, Simão Pedro Chiovetti, Zico Prado.

Os deputados encaminharam uma carta ao Presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, levantando alguns pontos da concessão do Metropass que ferem o interesse público e o princípio da legalidade, como a falta de autorização legislativa para a concorrência. Para evitar mais um fiasco do governo Alckmin, o Metrô revogou o processo de licitação do Metropass.

Esta vitória importante demonstra que o Sindicato está atuando com acerto no envolvimento de toda a sociedade contra a privatização do metrô. Mas é necessário avançar ainda mais na luta para acabar com a política de sucateamento da empresa, que reduz o horizonte profissional da categoria e compromete a qualidade dos serviços oferecidos aos usuários.

Para enfrentar a política neoliberal, o Seminário da Diretoria apontou como eixo central das nossas mobilizações uma ampla campanha contra a privatização e terceirização do Metrô, para envolver diversos segmentos sociais.

O êxito da campanha conta com a unidade da categoria para pôr abaixo essa política de ataques contínuos aos direitos e conquistas de todos, com estratégias de ação direta dos metroviários nas áreas, através de reuniões setoriais, e nas ruas para dar visibilidade na luta com passeatas e atos públicos.

 
 
 
 
 
 

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