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Nº 468 - 03/03/2005

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Editorial

Histeria neoliberal

O presidente Lula revelou que “ao assumir o governo federal, foi informado sobre o processo de corrupção que aconteceu nas privatizações feitas por FHC, levando as instituições a uma quebradeira”.

O presidente disse ao interlocutor que ele só teria o direito de dizer a verdade ao presidente, orientando o funcionário a manter as informações em segredo, com o objetivo de não agravar a herança deixada por FHC: um país quase falido, com setores estratégicos para o desenvolvimento privatizados e sem nenhuma credibilidade.

No Plataforma anterior o Sindicato denunciou que o valor pago pelos empresários nas privatizações do FHC foi com moedas podres ou dinheiro emprestado pelo próprio governo, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outras instituições, de modo irresponsável, sem garantia alguma, resultando em escandalosos calotes e prejuízos para os brasileiros.

As investigações estão em curso no Ministério Público, Polícia Federal e outros órgãos. Para investigar a privatização da Eletropaulo em 1998, comprada pela empresa norte-americana AES com financiamento do BNDES. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, assinou em 13 de maio do ano passado a aprovação da Comissão Parlamentar de Inquérito, que levanta suspeitas sobre a concessão de empréstimos do BNDES sem a necessária garantia de pagamento.

Acuado pelas investigações e a publicidade das suspeitas, o PSDB encabeça a histeria das forças neoliberais e tenta desestabilizar o governo, processando o presidente Lula por crime de responsabilidade. Porém, se há alguém que deve explicações à Justiça e ao povo brasileiro é o FHC.

Esses fatos demonstram a necessidade dos metroviários unirem forças na luta para impedir que o governo Alckmin implante o processo criminoso de privatização do PSDB no Metrô.

 
 
 
 
 
 

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