O presidente Lula revelou que “ao assumir
o governo federal, foi informado sobre o processo de corrupção que
aconteceu nas privatizações feitas por FHC, levando as instituições a
uma quebradeira”.
O presidente disse ao interlocutor que ele
só teria o direito de dizer a verdade ao presidente, orientando o
funcionário a manter as informações em segredo, com o objetivo de não
agravar a herança deixada por FHC: um país quase falido, com setores
estratégicos para o desenvolvimento privatizados e sem nenhuma
credibilidade.
No Plataforma anterior o Sindicato
denunciou que o valor pago pelos empresários nas privatizações do FHC
foi com moedas podres ou dinheiro emprestado pelo próprio governo,
através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) e outras instituições, de modo irresponsável, sem garantia
alguma, resultando em escandalosos calotes e prejuízos para os
brasileiros.
As investigações estão em curso no
Ministério Público, Polícia Federal e outros órgãos. Para investigar a
privatização da Eletropaulo em 1998, comprada pela empresa
norte-americana AES com financiamento do BNDES. O ex-presidente da
Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, assinou em 13 de maio do ano
passado a aprovação da Comissão Parlamentar de Inquérito, que levanta
suspeitas sobre a concessão de empréstimos do BNDES sem a necessária
garantia de pagamento.
Acuado pelas investigações e a publicidade
das suspeitas, o PSDB encabeça a histeria das forças neoliberais e
tenta desestabilizar o governo, processando o presidente Lula por
crime de responsabilidade. Porém, se há alguém que deve explicações à
Justiça e ao povo brasileiro é o FHC.
Esses fatos demonstram a necessidade dos
metroviários unirem forças na luta para impedir que o governo Alckmin
implante o processo criminoso de privatização do PSDB no Metrô.