Certamente, pelo reflexo do medo que o
tema ASSÉDIO MORAL desperta no governo de São Paulo, tanto que em
2002 o governador vetou a lei que trata do assunto, o Metrô evita a
todo custo que essa discussão seja feita pela categoria.
O desrespeito que o Metrô demonstrou ao
não acatar o resultado da pesquisa nas linhas, depois dos
representantes da empresa ter aceitado que assim seria escolhido o
tema da SIPAT, mostra que a empresa pretende continuar encobrindo as
ações truculentas e criminosas dos agressores.
O que pretendemos discutindo esse
assunto é que se tenha um salto de qualidade na supervisão do Metrô.
Uma empresa que tem o dever de ser moderna não deveria admitir que
sua chefia fosse essa coisa que podemos chamar até de ridícula,
patética, que no intuito de demonstrar poder aterroriza os
subordinados, conseguindo em alguns casos, porém na maioria das
vezes se deparando com pessoas que sabem se defender, que têm
representantes, sobrando então para os funcionários das contratadas
que cruelmente, e temos vários exemplos, agüentam os recalques
dessas pessoas que parece que o Metrô, ao selecionar, busca que
tenha em sua característica esse obscuro gosto pelo assédio moral.
A bancada dos trabalhadores da CIPA
Linha 1 rejeitou o tema imposto pelo Metrô para a realização da
SIPAT, por entender que é inadmissível que se consulte a categoria e
não se aceite o resultado apontado por ela. Uma consideração para se
fazer é que os tucanos municipais eleitos vão se deparar com uma
cidade que tem lei sobre a questão do assédio moral, e aí será que
se comportarão como o diabo e a cruz?
O Metrô vai realizar a SIPAT a sua
maneira, bem leve como no tempo em que se publicava receita de bolo
nas primeiras páginas dos jornais, pela impossibilidade absurda de
se discutir os assuntos que realmente o povo queria saber, vai ser
teatro, e tenho que fazer a pergunta: iremos para a SIPAT do Metrô
como marionetes ou fantoches?
... Pobre povo.
Antonio Borges, OE e cipista da Linha
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