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Nº 466 - 16/12/2004
 


Espaço Aberto

Vamos enfrentar os desafios em 2005 com unidade

Certamente, pelo reflexo do medo que o tema ASSÉDIO MORAL desperta no governo de São Paulo, tanto que em 2002 o governador vetou a lei que trata do assunto, o Metrô evita a todo custo que essa discussão seja feita pela categoria.

O desrespeito que o Metrô demonstrou ao não acatar o resultado da pesquisa nas linhas, depois dos representantes da empresa ter aceitado que assim seria escolhido o tema da SIPAT, mostra que a empresa pretende continuar encobrindo as ações truculentas e criminosas dos agressores.

O que pretendemos discutindo esse assunto é que se tenha um salto de qualidade na supervisão do Metrô. Uma empresa que tem o dever de ser moderna não deveria admitir que sua chefia fosse essa coisa que podemos chamar até de ridícula, patética, que no intuito de demonstrar poder aterroriza os subordinados, conseguindo em alguns casos, porém na maioria das vezes se deparando com pessoas que sabem se defender, que têm representantes, sobrando então para os funcionários das contratadas que cruelmente, e temos vários exemplos, agüentam os recalques dessas pessoas que parece que o Metrô, ao selecionar, busca que tenha em sua característica esse obscuro gosto pelo assédio moral.

A bancada dos trabalhadores da CIPA Linha 1 rejeitou o tema imposto pelo Metrô para a realização da SIPAT, por entender que é inadmissível que se consulte a categoria e não se aceite o resultado apontado por ela. Uma consideração para se fazer é que os tucanos municipais eleitos vão se deparar com uma cidade que tem lei sobre a questão do assédio moral, e aí será que se comportarão como o diabo e a cruz?

O Metrô vai realizar a SIPAT a sua maneira, bem leve como no tempo em que se publicava receita de bolo nas primeiras páginas dos jornais, pela impossibilidade absurda de se discutir os assuntos que realmente o povo queria saber, vai ser teatro, e tenho que fazer a pergunta: iremos para a SIPAT do Metrô como marionetes ou fantoches?

... Pobre povo.

 

Antonio Borges, OE e cipista da Linha 1

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