Estamos encerrando o ano de 2004 com o
impasse entre a perspectiva positiva de desenvolvimento econômico e
social do país e a manutenção de uma política econômica conservadora.
Mas as lutas pelas mudanças estão
ocorrendo com maior intensidade, dando nitidez nos rumos do novo
projeto nacional de desenvolvimento democrático, soberano e de
promoção dos direitos sociais, como a marcha organizada pela CUT em
defesa da recuperação do salário mínimo e pela correção da tabela do
Imposto de Renda, que terminou no último dia 15 em Brasília.
Esta mobilização, que contou com a
participação de representantes da categoria e o apoio da Federação
Nacional dos Metroviários, demonstra que o movimento sindical está
voltando às ruas para reivindicar que o governo Lula realize as
mudanças que o país precisa.
A Marcha a Brasília é a evidência de que
estamos preservando a autonomia do movimento sindical, sem que isso
signifique uma oposição ao governo Lula, pois os trabalhadores são os
maiores interessados no êxito do governo atual.
Comemos o pão que o diabo amassou nos dois
governos de FHC e, agora, chegou o momento em que todos devem manter a
unidade em defesa das mudanças necessárias.
Sem pressão popular não haverá mudança e
nem mesmo a garantia de que a proposta de reforma sindical que está na
Casa Civil seja alterada para preservar os direitos e conquistas dos
trabalhadores. Esta será mais uma dura batalha que teremos no próximo
ano: ampliar a mobilização contra a Emenda Constitucional e o Projeto
de Lei da reforma sindical.
Renovar a disposição de luta e as práticas
sindicais são tarefas decisivas no embate que teremos em 2005, ainda
mais com a reestruturação das forças conservadoras que fazem oposição
ao governo Lula. A presença dos tucanos no governo do Estado e na
prefeitura exige a unidade dos trabalhadores e demais movimentos
sociais para enfrentar os ataques aos direitos e conquistas de todos.
Em 2005 vamos renovar a esperança e
participar das mobilizações para que as mudanças ocorram no rumo de
sociedade justa e igualitária.