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Nº 462 - 30/09/2004

 

Violência e depredação no metrô

Não é de hoje que a irracionalidade das torcidas organizadas provoca situações com alto grau de periculosidade, pânico e selvageria no metrô.

Inúmeros casos de agressão aos funcionários, tanto do OPS quanto das estações, são de conhecimento de todos.

Em algumas situações de confrontos entre torcedores, como ocorridos recentemente em PDS, BAS e BFU, o choque resulta em ferimentos nos usuários.

É inaceitável que torcedores que nutrem gratuitamente o ódio entre si escolham o metrô para suas guerras sujas e, quando não encontram a torcida rival, depredam o patrimônio público e agridem os metroviários.

No último dia 26, um grupo de, aproximadamente, trinta torcedores do Corinthians quebrou a janela panorâmica do trem em PCA e, após serem abordados por uma única dupla de AS’s na plataforma, agrediram covardemente os seguranças e os funcionários da estação. Até mesmo uma AE que estava próxima a SSO, e não tinha participação na ocorrência, foi agredida com uma cabeçada pelas costas.

Pior é que os delinqüentes ainda aparecem dando entrevistas em programas de TV se passando por vítimas dos AS’s, sem que os metroviários tenham condições de apresentarem a versão dos fatos.

O Sindicato tem enviado nota para a imprensa e solicitado o direito de resposta, mas nem sempre os meios de comunicação são éticos.

A DELPON, que deveria ser, no mínimo, imparcial ainda dá credibilidade para esses vândalos inconseqüentes. É comum os delegados darem mais credibilidade aos torcedores do que para os AS’s que conduzem as ocorrências.

O Sindicato tem reivindicado que o OPS reveja as estratégias nos dias de jogos e abra espaços para que todos os envolvidos participem, democraticamente, das decisões que visam garantir a segurança de todos e evitar ocorrências como essas. Porém, o OPS continua impondo estratégias que são ineficientes, quando não aumentam o risco.

Esse autoritarismo deve ser enfrentado com determinação por todos, sob o risco de continuarmos convivendo com a violência dos vândalos no metrô.

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