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Nº 462 - 30/09/2004

 


Opinião do diretor

Defender a PR e eleger a nova diretoria do Sindicato

Manuel Xavier Lemos Filho*

Ao longo das décadas tivemos avanços no processo democrático brasileiro, mas forças conservadoras promoveram o golpe militar, torturaram e mataram centenas de militantes políticos.

Hoje as mudanças são reclamadas, pois a vitória de Lula criou essa expectativa. Porém, devemos observar que as forças conservadoras perderam o governo, mas continuam com poder, a economia internacional controla os destinos dos países em desenvolvimento, a política intervencionista americana mantém um estado de horror no planeta, e que a sociedade brasileira só elegeu Lula quando o PT se aliou às forças de centro.

Assim, o governo encontra-se em plena disputa entre quem tem um projeto de desenvolvimento com distribuição de renda e justiça social e é bombardeado constantemente pelos meios de comunicação como ocorreu recentemente com o ministro José Dirceu, e quem utiliza o discurso da estabilidade econômica e do risco do retorno da inflação para manter a dominação e o acúmulo de capital. Esses são defendidos e exaltados pela mídia, como o ministro Antonio Palocci e o presidente do Banco Central Henrique Meireles.

A prefeitura de São Paulo, a maior cidade da América Latina e a terceira maior do mundo, esta no meio dessa disputa. Controlar São Paulo é o trunfo do PSDB e do PFL para manter o governo do estado e retornar ao governo central.

Nós não podemos ignorar essa realidade, pois entre o coronelismo e o rumo das mudanças estão os eleitores, principais agentes das transformações necessárias para construir uma sociedade justa e igualitária.

Não devemos esquecer a situação em que se encontrava a cidade de São Paulo nas gestões Maluf e Pitta, com a saúde desmantelada pelo PAS, com o transporte público sucateado e loteado com o fim da CMTC, com o caos na educação com o fechamento de creches, com os Cingapuras de fachada sufocando os mutirões, com abandono de diversos investimentos sociais em prol de obras fraudulentas que só beneficiaram as classes já favorecidas.

Antes de achar que não está havendo mudanças ou que elas estão muito lentas, lembre em quem você votou nas últimas eleições e fique atento em quem você votará no próximo domingo.

Você é o agente de transformação deste país, portanto use o voto conscientemente para evitar o retrocesso.

*Diretor de Imprensa do Sindicato

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