Diversas categorias de trabalhadores estão
em greve ou organizam paralisações em defesa das suas reivindicações.
A greve dos servidores do Judiciário
alcançou uma mobilização surpreendente na paralisação mais longa da
categoria, 91 dias, mas provocou a ira do atual presidente da OAB-SP,
Luiz Flávio Borges D’Urso, e do presidente do STJ (Superior Tribunal
de Justiça), ministro Edson Carvalho Vidigal, que condenaram a luta
dos servidores pela reposição das perdas salariais.
Vidigal recorreu ao critério de “trabalho
essencial” para se opor aos servidores. A OAB-SP, numa clara negação
da sua história em defesa da democracia e dos direitos dos
trabalhadores, realizou um protesto contra a greve.
O governador Geraldo Alckmin, que assumiu
desde o início uma postura de total intransigência com os servidores,
foi o principal responsável pela paralisação ao forçar o Tribunal de
Justiça retirar a proposta de reajuste, alegando que a Lei de
Responsabilidade Fiscal impedia o atendimento das reivindicações dos
servidores. Mas a greve não foi só por salários, pois o Judiciário
enfrenta uma crise de gestão. Hoje os servidores não têm uma política
salarial, de pessoal, planos de cargos e salários, políticas de
prevenção de doenças no trabalho, etc. A gestão do Alckmin é uma
tragédia para o serviço público.
Mas esse tipo de informação poucos
paulistanos recebem e os trabalhadores são tratados como vilões que
estariam prejudicando a população, como sempre ocorre nas greves dos
metroviários.
A atitude fascista da OAB, a truculência
do STJ e a irresponsabilidade do governador foi repudiada pelo nosso
Sindicato, pela Fenametro e pela CUT que defenderam o direito de greve
dos servidores e manifestaram apoio e solidariedade na luta por suas
legítimas reivindicações.
Agora, chegou o momento de usar o voto
como instrumento de repúdio aos ataques da direita aos trabalhadores,
contribuindo para derrotar o candidato do Alckmin nas eleições
municipais do próximo domingo.