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Nº 462 - 30/09/2004


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Editorial

Voto consciente

Diversas categorias de trabalhadores estão em greve ou organizam paralisações em defesa das suas reivindicações.

A greve dos servidores do Judiciário alcançou uma mobilização surpreendente na paralisação mais longa da categoria, 91 dias, mas provocou a ira do atual presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, e do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Edson Carvalho Vidigal, que condenaram a luta dos servidores pela reposição das perdas salariais.

Vidigal recorreu ao critério de “trabalho essencial” para se opor aos servidores. A OAB-SP, numa clara negação da sua história em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores, realizou um protesto contra a greve.

O governador Geraldo Alckmin, que assumiu desde o início uma postura de total intransigência com os servidores, foi o principal responsável pela paralisação ao forçar o Tribunal de Justiça retirar a proposta de reajuste, alegando que a Lei de Responsabilidade Fiscal impedia o atendimento das reivindicações dos servidores. Mas a greve não foi só por salários, pois o Judiciário enfrenta uma crise de gestão. Hoje os servidores não têm uma política salarial, de pessoal, planos de cargos e salários, políticas de prevenção de doenças no trabalho, etc. A gestão do Alckmin é uma tragédia para o serviço público.

Mas esse tipo de informação poucos paulistanos recebem e os trabalhadores são tratados como vilões que estariam prejudicando a população, como sempre ocorre nas greves dos metroviários.

A atitude fascista da OAB, a truculência do STJ e a irresponsabilidade do governador foi repudiada pelo nosso Sindicato, pela Fenametro e pela CUT que defenderam o direito de greve dos servidores e manifestaram apoio e solidariedade na luta por suas legítimas reivindicações.

Agora, chegou o momento de usar o voto como instrumento de repúdio aos ataques da direita aos trabalhadores, contribuindo para derrotar o candidato do Alckmin nas eleições municipais do próximo domingo.

 
 
 
 
 
 

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