Opinião
do diretor
Defender a PR e
eleger a nova diretoria do Sindicato
Paulo Pasin*
A
informação de que o Metrô tinha interesse em negociar oito processos
de periculosidade gerou uma expectativa enorme na categoria. Não é
para menos, afinal esses processos se arrastam na Justiça do Trabalho.
Alguns são 1988. Um absurdo. O trabalhador é lesado no seu direito,
porém a empresa utilizada de artifícios jurídicos viciados para
atrasar o pagamento das sentenças julgadas no TST.
Calejada pelas
constantes manobras protelatórias da empresa, a categoria ficou
ressabiada. Não seria mais um “jogo de cena” do Metrô para desviar a
atenção num período de constantes ataques aos direitos da categoria?
Até agora, esta
prevalecendo a segunda hipótese. O Metrô não negocia seriamente. A
cada reunião, uma nova desculpa. Primeiro diz que quer negociar os
processos separadamente. Depois muda de idéia, diz que pretende
negociar todos numa mesma data. A simples elaboração da ata de reunião
leva 15 dias. Quando a comissão de negociação do passivo apresenta uma
proposta de data de reunião para iniciar a negociação, o Metrô não
aceita e nem propõem outro dia. E, por fim, diz que esta dependendo de
uma empresa externa que foi contrata para refazer os cálculos de
liquidação dos processos em questão.
Continuamos
buscando a negociação, mas não estamos paralisados esperando a boa
vontade da empresa. Já na campanha salarial quando o Metrô anunciou
que pretendia solucionar, pela via negocial, alguns processos, o
departamento jurídico do sindicato registrou que este fato não
implicaria na renuncia por parte da entidade das medidas jurídicas
necessárias para acelerar o andamento destas, e de outras, demandas
judiciais. Inclusive com a utilização da “penhora On-line” nas ações
mais avançadas, se assim decidirem os metroviários envolvidos.
O prazo previsto
na campanha salarial para conclusão da negociação do passivo
trabalhista já esta acabando. A paciência da categoria também.
*
Diretor do Departamento Jurídico