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Nº 461 - 22/09/2004

 


Opinião do diretor

Defender a PR e eleger a nova diretoria do Sindicato

Paulo Pasin*

A informação de que o Metrô tinha interesse em negociar oito processos de periculosidade gerou uma expectativa enorme na categoria. Não é para menos, afinal esses processos se arrastam na Justiça do Trabalho. Alguns são 1988. Um absurdo. O trabalhador é lesado no seu direito, porém a empresa utilizada de artifícios jurídicos viciados para atrasar o pagamento das sentenças julgadas no TST.

Calejada pelas constantes manobras protelatórias da empresa, a categoria ficou ressabiada. Não seria mais um “jogo de cena” do Metrô para desviar a atenção num período de constantes ataques aos direitos da categoria?

Até agora, esta prevalecendo a segunda hipótese. O Metrô não negocia seriamente. A cada reunião, uma nova desculpa. Primeiro diz que quer negociar os processos separadamente. Depois muda de idéia, diz que pretende negociar todos numa mesma data. A simples elaboração da ata de reunião leva 15 dias. Quando a comissão de negociação do passivo apresenta uma proposta de data de reunião para iniciar a negociação, o Metrô não aceita e nem propõem outro dia. E, por fim, diz que esta dependendo de uma empresa externa que foi contrata para refazer os cálculos de liquidação dos processos em questão.

Continuamos buscando a negociação, mas não estamos paralisados esperando a boa vontade da empresa. Já na campanha salarial quando o Metrô anunciou que pretendia solucionar, pela via negocial, alguns processos, o departamento jurídico do sindicato registrou que este fato não implicaria na renuncia por parte da entidade das medidas jurídicas necessárias para acelerar o andamento destas, e de outras, demandas judiciais. Inclusive com a utilização da “penhora On-line” nas ações mais avançadas, se assim decidirem os metroviários envolvidos.

O prazo previsto na campanha salarial para conclusão da negociação do passivo trabalhista já esta acabando. A paciência da categoria também.

* Diretor do Departamento Jurídico

 

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