Espaço
Aberto
Atenção tráfego: a água
estábatendo!
Já é de
conhecimento de todos que esse governo trabalha com a hipótese de que
todas as empresas públicas devem ser lucrativas custe o que custar.
Passando por cima de direitos, conquistas e, inclusive, acordos feitos
ao longo de vários anos por nossa categoria.
Em 1997 foi feito
um acordo entre a GOP e todos os funcionários do tráfego, onde eram
estabelecidos números de funcionários na escala base, tempo para
mudança de faixa salarial e horário de entrada e saída.
Com isso as
escalas base estão cheias de furos, pois a companhia prioriza as
escalas de reforços.
A sobrecarga de
trabalho é evidente, e quando a GOP é cobrada sobre contratações alega
que o quadro só será reposto se os novos funcionários forem
contratados sem periculosidade.
Diante desse
quadro podemos tirar nossas conclusões sobre os mais recentes ataques
que a companhia tenta nos desferir.
Pois vejamos: na
carta enviada ao Sindicato o Metrô não incluiu o OT no pagamento da
periculosidade por apontamento. Se isso é verdade, porque condicionar
a reposição do quadro se os novos OT’s vierem sem periculosidade?
Sabemos que no
tráfego temos a quantidade de funcionários, no turno noite, para
efetuar os despachos de encerramento e início comercial. Diminuindo-se
uma hora do turno noite, com certeza (a não ser que alguém tenha
dúvidas) a companhia irá diminuir o número de funcionários nas escalas
base, pois na visão dela não seria necessário o número atual.
Com isso, a nossa
perda financeira, que já era de aproximadamente 8% do salário,
aumentaria substancialmente por conta do menor tempo que passaríamos
na escala base, recebendo menos adicional noturno, deixando de
trabalhar em feriados, média de DSR, etc.
E tem mais, se
voltarmos ao tempo veremos que em 1986, quando fizemos a mobilização
pelo pagamento da periculosidade, nossa alegação era de que não
iríamos buscar trem em área de risco, o que significa que se o trem
chegasse à plataforma daríamos volta.
Com a diminuição
do horário noturno, e consequênte aumento de dias de escala reforço,
daríamos espaço para que a companhia evitasse que todo o pessoal da
semana entrasse em área de risco deixando de pagar a periculosidade
para nós, pelo menos enquanto estivéssemos na semanal.
Diante de tudo
isso, companheiros e companheiras, só nos resta uma alternativa: nos
unirmos nesta luta em defesa das nossas conquistas e direitos, pois
como diz o ditado: quanto a água bate no pescoço, ou se aprende a
nadar ou morre afogado!
Robenilson - OT/ITT, Cipista
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