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Nº 461 - 22/09/2004

 


Espaço Aberto

Atenção tráfego: a água estábatendo!

Já é de conhecimento de todos que esse governo trabalha com a hipótese de que todas as empresas públicas devem ser lucrativas custe o que custar. Passando por cima de direitos, conquistas e, inclusive, acordos feitos ao longo de vários anos por nossa categoria.

Em 1997 foi feito um acordo entre a GOP e todos os funcionários do tráfego, onde eram estabelecidos números de funcionários na escala base, tempo para mudança de faixa salarial e horário de entrada e saída.

Com isso as escalas base estão cheias de furos, pois a companhia prioriza as escalas de reforços.

A sobrecarga de trabalho é evidente, e quando a GOP é cobrada sobre contratações alega que o quadro só será reposto se os novos funcionários forem contratados sem periculosidade.

Diante desse quadro podemos tirar nossas conclusões sobre os mais recentes ataques que a companhia tenta nos desferir.

Pois vejamos: na carta enviada ao Sindicato o Metrô não incluiu o OT no pagamento da periculosidade por apontamento. Se isso é verdade, porque condicionar a reposição do quadro se os novos OT’s vierem sem periculosidade?

Sabemos que no tráfego temos a quantidade de funcionários, no turno noite, para efetuar os despachos de encerramento e início comercial. Diminuindo-se uma hora do turno noite, com certeza (a não ser que alguém tenha dúvidas) a companhia irá diminuir o número de funcionários nas escalas base, pois na visão dela não seria necessário o número atual.

Com isso, a nossa perda financeira, que já era de aproximadamente 8% do salário, aumentaria substancialmente por conta do menor tempo que passaríamos na escala base, recebendo menos adicional noturno, deixando de trabalhar em feriados, média de DSR, etc.

E tem mais, se voltarmos ao tempo veremos que em 1986, quando fizemos a mobilização pelo pagamento da periculosidade, nossa alegação era de que não iríamos buscar trem em área de risco, o que significa que se o trem chegasse à plataforma daríamos volta.

Com a diminuição do horário noturno, e consequênte aumento de dias de escala reforço, daríamos espaço para que a companhia evitasse que todo o pessoal da semana entrasse em área de risco deixando de pagar a periculosidade para nós, pelo menos enquanto estivéssemos na semanal.

Diante de tudo isso, companheiros e companheiras, só nos resta uma alternativa: nos unirmos nesta luta em defesa das nossas conquistas e direitos, pois como diz o ditado: quanto a água bate no pescoço, ou se aprende a nadar ou morre afogado!

Robenilson - OT/ITT, Cipista

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