A economia brasileira está numa fase de
crescimento. Esse crescimento não pode ser apenas uma bolha, precisa
ser sustentado para gerar mais empregos. Para isso, trabalhadores,
empresários e algumas autoridades do governo tentam convencer o
ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a mudar o rumo da política
econômica.
A CUT propôs acordo contra o aumento dos
juros e em defesa do estabelecimento de metas de desenvolvimento,
índices inflacionários e compromissos com distribuição de renda, mas o
ministro Palocci avaliou que seria perigoso discutir a política
monetária implantada pelo governo anterior e tida pelo FMI como
caminho único para o Brasil, pois o sistema financeiro internacional
entenderia que o governo está confuso, o que serve apenas às manobras
especulativas e aos interesses setoriais.
Assim, mesmo com criticas dos diversos
segmentos sociais, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central (BC) elevou em 0,25% ponto percentual a taxa básica de juros,
colocando em risco a continuidade do crescimento econômico.
O ministro-chefe da Casa Civil, José
Dirceu, critico da condução econômica, afirmou que passaria três anos
sem falar da política monetária, mas não resistiu e voltou a criticar
a alta dos juros, dizendo que se é para sofrer, melhor sofrer com as
dores do crescimento. “Tenho certeza de que vamos enfrentar o governo
com a democracia, com serenidade, discutindo. O governo tem, sim,
divergências, debate, mas tem disciplina.”, afirmou José Dirceu.
Palocci reagiu: “Nos próximos meses, nós
vamos avaliar essa questão do superávit. O nosso compromisso de
devolver o imposto excedente em medidas de estímulo ao investimento e
à poupança de longo prazo”.
Palocci não disse em quanto o superávit
poderá ser reduzido e nem quando a política será implantada. Porém,
independente das incertezas, é hora dos trabalhadores reagirem para
quebrar a resistência do Palocci às mudanças necessárias do rumo da
economia.
Se o governo está em disputa, vamos lutar
para ganhar!