Opinião
do diretor
Defender a PR e
eleger a nova diretoria do Sindicato
Elaine Damásio de Alencar Ferreira*
Todos
conhecem aquele ditado: “não se pode agradar gregos e troianos”.
Porém, no caso da Linha 5, a empresa quebrou esta regra não agradando
ninguém. Todos os funcionários da operação estão insatisfeitos com o
“laboratório” autoritário que foi instalado por lá.
Os AS’s estão com desvio de função, além de atuarem na linha de
bloqueios são responsáveis por todo o fluxo, inclusive com a
possibilidade de assumirem a SSO sem nenhum adicional em seus
salários. Os OT’s, continuam sem o pagamento do adicional de
periculosidade, os AE’s perderam a perspectiva de avançar na carreira
com a extinção do cargo de OE na linha, os SLO’s são submetidos a
ordens sem direito de opinião e o Metrô está impondo acúmulo de
funções para os AE’s, dando treinamento para complemento de
conhecimentos de SSO.
Além de enfrentar o estresse no dia-a-dia com os constantes assaltos,
os AE’s colocam a vida em risco por serem obrigados a entregar aos
assaltantes o “kit bomba”. Se o agressor se recusar em levar o kit, os
AE’s são punidos com suspensão.
Sempre tentamos negociar com a empresa as soluções dos problemas
gerados por posturas autoritárias, mas as medidas adotadas atualmente
podem afetar, substancialmente, a qualidade dos serviços que prestamos
aos usuários.
Chegou a hora de organizarmos uma mobilização em todas as áreas na
defesa do plano de carreira, do pagamento da periculosidade, pela
manutenção do CCI, do adicional risco de vida, da hora extra
programada noturna, contra a extinção da função de OE da Linha 5, a
descaracterização de postos e trabalho dos AS’s e AE’s, alteração de
escala, kit bomba, etc.
O nosso Sindicato tem lutado contra todas estas medidas que servem
apenas para penalizar os metroviários e degradar as condições de
trabalho, mas a solução final só virá com a mobilização da categoria,
pois o desrespeito do Metrô para com do direitos e conquistas dos
metroviários ultrapassa os limites da tolerância.
O desafio de reverter estas medidas é grande, mas é preciso encará-lo
de frente, pois é tarefa de todos os metroviários exigir que o Metrô
respeite os nossos direitos, mobilizando a categoria e resgatando a
nossa disposição de luta.
Essa determinação deve servir para aumentar a nossa organização para
impor uma derrota ao projeto neoliberal no Metrô.
*Diretora do Sindicato no Conselho Fiscal