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Nº 460 - 26/08/2004

 


Opinião do diretor

Defender a PR e eleger a nova diretoria do Sindicato

Elaine Damásio de Alencar Ferreira*

Todos conhecem aquele ditado: “não se pode agradar gregos e troianos”. Porém, no caso da Linha 5, a empresa quebrou esta regra não agradando ninguém. Todos os funcionários da operação estão insatisfeitos com o “laboratório” autoritário que foi instalado por lá.

Os AS’s estão com desvio de função, além de atuarem na linha de bloqueios são responsáveis por todo o fluxo, inclusive com a possibilidade de assumirem a SSO sem nenhum adicional em seus salários. Os OT’s, continuam sem o pagamento do adicional de periculosidade, os AE’s perderam a perspectiva de avançar na carreira com a extinção do cargo de OE na linha, os SLO’s são submetidos a ordens sem direito de opinião e o Metrô está impondo acúmulo de funções para os AE’s, dando treinamento para complemento de conhecimentos de SSO.

Além de enfrentar o estresse no dia-a-dia com os constantes assaltos, os AE’s colocam a vida em risco por serem obrigados a entregar aos assaltantes o “kit bomba”. Se o agressor se recusar em levar o kit, os AE’s são punidos com suspensão.

Sempre tentamos negociar com a empresa as soluções dos problemas gerados por posturas autoritárias, mas as medidas adotadas atualmente podem afetar, substancialmente, a qualidade dos serviços que prestamos aos usuários.

Chegou a hora de organizarmos uma mobilização em todas as áreas na defesa do plano de carreira, do pagamento da periculosidade, pela manutenção do CCI, do adicional risco de vida, da hora extra programada noturna, contra a extinção da função de OE da Linha 5, a descaracterização de postos e trabalho dos AS’s e AE’s, alteração de escala, kit bomba, etc.

O nosso Sindicato tem lutado contra todas estas medidas que servem apenas para penalizar os metroviários e degradar as condições de trabalho, mas a solução final só virá com a mobilização da categoria, pois o desrespeito do Metrô para com do direitos e conquistas dos metroviários ultrapassa os limites da tolerância.

O desafio de reverter estas medidas é grande, mas é preciso encará-lo de frente, pois é tarefa de todos os metroviários exigir que o Metrô respeite os nossos direitos, mobilizando a categoria e resgatando a nossa disposição de luta.

Essa determinação deve servir para aumentar a nossa organização para impor uma derrota ao projeto neoliberal no Metrô.

*Diretora do Sindicato no Conselho Fiscal

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