A luta contra o neoliberalismo na América
Latina foi fortalecida com a vitória do presidente da Venezuela, Hugo
Chávez, por 59,06% dos votos, contra os 40,94% para a oposição.
A vitória de Chávez foi reconhecida por
governos como os dos Estados Unidos, Rússia, China, a maioria dos
governos da América Latina e Europa e por quase toda a comunidade
internacional. Porém, mesmo com todo o apoio que Chávez recebeu, o
governo norte-americano continua apoiando a oposição.
O governo venezuelano declarou que os
Estado Unidos terão que aceitar, mesmo com “má vontade”, a vitória do
presidente Chávez no referendo.
Hugo Chávez tem protagonizado uma luta
incansável contra o neoliberalismo e em defesa da soberania da
Venezuela, país que vem de um enorme atraso na organização popular,
com o espaço sindical ocupado por uma aristocracia operária vinculada
às empresas petrolíferas, enquanto os grandes empresários fazem coro
com as determinações políticas dos Estados Unidos, promovem golpes e
detém o maior monopólio de imprensa na América Latina.
As conspirações golpistas contra Chávez,
com o apoio escancarado dos EUA, revelam a profundidade e enraizamento
das mudanças em curso na Venezuela. A elite que governou o país nos
últimos quarenta anos foi responsável por diversos crimes, corrupção e
violação dos direitos humanos, levando 80% da população a uma situação
de pobreza e miséria.
Desde a chegada de Chávez ao governo, em
fevereiro de 1999, os atritos entre Caracas e Washington foram
permanentes. A insatisfação dos EUA com Chávez é devido a implantação
de uma agenda de esquerda.
Portanto, a derrota do “sim” da oposição
significou um “não” ao passado, “não” à corrupção, “não” à violência,
“não” aos ataques aos direitos humanos, “não” à oligarquia, “não” ao
imperialismo e “não” a George Bush.