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uma audiência pública, realizada em 15/06, no auditório do Instituto
de Engenharia, em São Paulo, o governador Alckmin anunciou o início do
pro
cesso de licitação para a escolha da empresa que vai implantar um
sistema de bilhetagem eletrônica.
Com o cartão eletrônico estadual,
apelidado de Metropass, o usuário passará usar o Metrô, os trens da
CPTM e ônibus intermunicipais gerenciados pela EMTU.
A empresa vencedora da licitação comprará
equipamentos, como catracas, validadores, maquinário para recarga de
cartões, Em troca, vai operar o sistema por 20 anos, com possibilidade
de prorrogação, e ficará com uma porcentagem sobre cada viagem.
O secretário de transportes Jurandir
Fernandes justificou a implantação do sistema afirmando que, o Metrô e
a CPTM gastam 8% de sua receita com o sistema de arrecadação, ou seja,
com o custo das bilheterias, bilheteiros, fiscalização, confecção dos
bilhetes e manutenção dos equipamentos.
Vencerá a concorrência a empresa ou o
consórcio que apresentar proposta de remuneração menor que 6% ou 7% da
arrecadação.
O percentual ainda não foi definido, mas
na melhor das hipóteses apresentadas, o Estado vai economizar 1% da
receita em relação ao atual sistema de arrecadação.
Porém, decifrar os enigmas do PSDB para
justificar a privatização da venda de bilhetes se restringem à
matemática entre custo e benefício tanto para o Metrô quanto para a
empresa operadora.
Jurandir Fernandes afirmou que com a
implantação do Metropass parte dos 700 bilheteiros da CPTM serão
demitidos e que os 400 bilheteiros do Metrô serão mantidos, pois são
contratados como agentes de estação e poderão exercer outras funções.
A declaração foi recebida com estranheza pelos agente operacionais da
CPTM, pois eles também exercem outras funções.
Jurandir afirmou ainda que as demissões
vão ocorrer a partir do ano que vem.
As indefinições para implantação do
Metropass são tantas que até o momento o governo do Estado só
apresentou as noções gerais do Projeto Básico do Sistema METROPASS e
sua implantação está prevista para agosto de 2005.
Para o Sindicato, a tecnologia deve estar
a serviço do homem e da sociedade, sendo usada para humanizar as
condições de trabalho, mas não como instrumento unilateral para
implantar as políticas neoliberais do governo do PSDB no Estado.
Os metroviários que sempre defenderam o
Metrô público, estatal, com qualidade e tarifas acessíveis, não vão
aceitar passivamente que o Metrô, que presta um serviço essencial para
a população, seja colocado a serviço de interesses privados.
Vamos decifrar os enigmas do Metropass antes
que ele nos devore.