Última Edição:
Nº 459 - 01/07/2004

 


Espaço Aberto

Direito de resposta: “Deu BO em BFU”

O noticiado no jornal Plataforma 452, "Deu BO em BFU", não retratou a realidade dos fatos, serviu apenas para tentar desviar a atenção de todos, bem como para armar e servir de pano de fundo para um tentativa de contra-prova no Inquérito Policial, que foi aberto contra os representante do Sindicato, indicados no referido Editorial n. 452.

Desde que cheguei em BFU, em junho de 2003, passei a ser discriminada, ofendida e constrangida por colegas que não concordavam com minha forma de trabalho, por pautar pelo cumprimento dos Procedimentos Operacionais. Tais colegas insistiam em descumprir os Pos, especialmente aqueles que regulam a fiscalização de bilhetes especiais - Blitz - e liberação de passagem gratuita na linha de bloqueios, em verdadeira evasão de rendas, lesando e causando prejuízos ao Metrô.

Minha presença na linha de bloqueios incomodava alguns colegas e, após muitas ofensas, inclusive na frente de usuários que se voltavam contra mim, e após muitos avisos aos mesmos, verificando que não havia remédio para as atitudes ofensivas a minha pessoa, resolvi levar ao conhecimento da supervisão através de relatórios, e quero ressaltar que não foi motivada pelo SG Blois, mas ao contrário, exigi dele e dos demais supervisores, atitudes contra os colegas que me aviltavam.

Com isso, alguém daqueles que não concordam com a minha forma honesta de trabalhar, convocou o Sindicato e quatro representantes deste se reuniram com vários funcionários, alguns nem sabiam do que se tratava e compareceram, pensando que era para tratar de assuntos para melhoria do ambiente de trabalho na estação, entretanto comprovaram durante a reunião que o assunto era eu e minhas atitudes, que alguns acham erradas. E nesta reunião os representantes do Sindicato disseram, entre outras ofensas, e com todas as palavras, que "eu poderia sofrer um acidente...", "a roda do meu carro poderia sair", etc, inclusive citando fato já ocorrido em outra ocasião com um determinado funcionário do movimento.

Essas ameaças começaram a acontecer no dia seguinte, quando já encontrei o cadeado do meu armário sabotado, o que se repetiu por mais quatro vezes.

Amedrontada e pânico, resolvi levar o caso ao conhecimento das autoridades policiais os quais acharam por bem lavrar o BO e em seguida instaurar o Inquérito Policial para apurar o crime de ameaça.

Dalva Golias, AE de GBU

 

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