Última Edição:
Nº 458 - 24/07/2004


 
 


Opinião do diretor

Queremos um OPS democrático

Benedito Barbosa (Benê Barbosa)*

Sempre lutamos por um Departamento de Segurança no Metrô e consolidamos essa conquista. Mas será que o OPS representa algum benefício para os AS’s?

Essa é a pergunta que não quer calar, pois a empresa mantém o departamento com características administrativas autoritárias, com posturas antidemocráticas, número elevado de sanções disciplinares e constante assédio moral.

O OPS impõe estratégias que revelam pouca eficiência, quando não aumentam o risco. Exemplo é o que ocorre com o GOT (policiais aposentados que trabalham armados, sem uniformes) que em situações de assalto sacam suas armas, enquanto AE’s, AS’s e usuários ficam na linha de fogo, contrariando as deliberações das CIPAs.

A distribuição dos AS’s não atende as necessidades dos postos e turnos, deixando estações descobertas que se tornam alvos da marginalidade. Gráficos de ocorrências no sistema, apresentados pelo próprio OPS, demonstram a necessidade de aumentar o quadro de AS’s, principalmente na escala 4X2X4, pois no horário noturno e nos finais de semana o trabalho é intenso e muitas ocorrências poderiam ser evitadas com a presença ostensiva do Corpo de Segurança.

Segundo o OPS, as ocorrências nos finais de semana aumentam em 125%, apesar de muitas não serem registradas. Na Estação GBU, os usuários pagam pedágio aos marginais para acessar a Rua Xavier de Toledo. Em BTO são constantes as brigas entre freqüentadores de bares da região. Em TAT as saídas dos bailes nas madrugadas trazem riscos para os funcionários que enfrentam o grande número de pessoas alcoolizadas que tentam entrar na estação antes do início da comercial. Em todos esses casos, não existe uma postura firme e preventiva do OPS para garantir a segurança dos usuários e funcionários.

O OPS também pressiona os AS’s para alterarem o horário de entrada ao trabalho, para tentar resolver os problemas do reduzido quadro de funcionários criados pelo próprio departamento, mas ninguém deve se submeter a esse tipo de pressão.

A precarização das condições de trabalho é outro problema. Os postos são inadequados e os vestiários improvisados, sem condições de uso, pois o departamento não cumpre as NR’s e as resoluções técnicas das CIPAs.

Ao obrigar os AS’s a pagar dias em haver nos feriados e finais de semana, o OPS manifesta seu desrespeito aos profissionais que exercem suas funções com dedicação e competência, inclusive deslocando AS’s da Linha 5 para outras linhas.

Também não podemos concordar com o desvio de função na Linha 5, onde os AS’s são pressionados a exercerem funções de SSO e ER’s que nada tem haver com seus cargos.

Temos dignidade e exigimos respeito! Denuncie os abusos, mantenha a unidade com os AE’s na defesa do adicional risco de vida e conte com o apoio do Sindicato para contestar juridicamente as punições e irregularidades.

* Diretor do Sindicato no Conselho Fiscal – AS/PSS
 

Notícias:

 
 
 

voltar