Opinião
do diretor
Queremos um OPS
democrático
Benedito Barbosa (Benê
Barbosa)*
Sempre
lutamos por um Departamento de Segurança no Metrô e consolidamos essa
conquista. Mas será que o OPS representa algum benefício para os AS’s?
Essa é a pergunta
que não quer calar, pois a empresa mantém o departamento com
características administrativas autoritárias, com posturas
antidemocráticas, número elevado de sanções disciplinares e constante
assédio moral.
O OPS impõe
estratégias que revelam pouca eficiência, quando não aumentam o risco.
Exemplo é o que ocorre com o GOT (policiais aposentados que trabalham
armados, sem uniformes) que em situações de assalto sacam suas armas,
enquanto AE’s, AS’s e usuários ficam na linha de fogo, contrariando as
deliberações das CIPAs.
A distribuição dos
AS’s não atende as necessidades dos postos e turnos, deixando estações
descobertas que se tornam alvos da marginalidade. Gráficos de
ocorrências no sistema, apresentados pelo próprio OPS, demonstram a
necessidade de aumentar o quadro de AS’s, principalmente na escala
4X2X4, pois no horário noturno e nos finais de semana o trabalho é
intenso e muitas ocorrências poderiam ser evitadas com a presença
ostensiva do Corpo de Segurança.
Segundo o OPS, as
ocorrências nos finais de semana aumentam em 125%, apesar de muitas
não serem registradas. Na Estação GBU, os usuários pagam pedágio aos
marginais para acessar a Rua Xavier de Toledo. Em BTO são constantes
as brigas entre freqüentadores de bares da região. Em TAT as saídas
dos bailes nas madrugadas trazem riscos para os funcionários que
enfrentam o grande número de pessoas alcoolizadas que tentam entrar na
estação antes do início da comercial. Em todos esses casos, não existe
uma postura firme e preventiva do OPS para garantir a segurança dos
usuários e funcionários.
O OPS também
pressiona os AS’s para alterarem o horário de entrada ao trabalho,
para tentar resolver os problemas do reduzido quadro de funcionários
criados pelo próprio departamento, mas ninguém deve se submeter a esse
tipo de pressão.
A precarização das
condições de trabalho é outro problema. Os postos são inadequados e os
vestiários improvisados, sem condições de uso, pois o departamento não
cumpre as NR’s e as resoluções técnicas das CIPAs.
Ao obrigar os AS’s
a pagar dias em haver nos feriados e finais de semana, o OPS manifesta
seu desrespeito aos profissionais que exercem suas funções com
dedicação e competência, inclusive deslocando AS’s da Linha 5 para
outras linhas.
Também não podemos
concordar com o desvio de função na Linha 5, onde os AS’s são
pressionados a exercerem funções de SSO e ER’s que nada tem haver com
seus cargos.
Temos dignidade e
exigimos respeito! Denuncie os abusos, mantenha a unidade com os AE’s
na defesa do adicional risco de vida e conte com o apoio do Sindicato
para contestar juridicamente as punições e irregularidades.
*
Diretor do Sindicato no Conselho Fiscal – AS/PSS