Última Edição:
Nº 457 - 18/06/2004

 


Espaço Aberto

Com a vida por um fio

A luta pelo adicional risco de vida é justa. Basta lembrar que a morte da companheira AS Maria Félix, em 1990, em TTE, quando tentou impedir um assalto. A violência voltou a assombrar a categoria com o assassinato do companheiro J. Maria em REP, e o ferimento à bala de Bernardo Santos em 1992.

Após essa tragédia, surgiu pela primeira vez a reivindicação pelo pagamento do adicional risco de vida. Fizemos paralisações e a categoria participou ativamente da luta nas diversas atividades desenvolvidas pelo Sindicato.

Na campanha salarial de 2002 conseguimos uma importante vitória, quando o TRT determinou que o Metrô negociasse com a categoria a implantação do benefício para o CSO, o beneficio foi conquistado a partir de dezembro daquele ano.

Mas a luta continuou para estender o pagamento do adicional risco de vida para os AE’s, pois os metroviários que exercem essa função são constantemente rendidos por quadrilhas fortemente armadas para roubar as bilheterias. Mas não são apenas os assaltos às bilheteiras que colocam a vida dos AE’s e CSO em risco, pois as arruaças, quebradeiras e agressões de torcidas organizadas nas estações são constantes, e nem mesmo o bilhete eletrônico anunciado pelo Metrô não vai eliminar o problema.

Na campanha salarial de 2003, após dois dias de greve e intensa unidade da categoria, finalmente os AE’s tiveram o direito ao benefício reconhecido pelo TRT. Mas o Metrô recorreu da decisão no TST, em Brasília, com a intenção de acabar com o adicional e com as demais conquistas da categoria.

O Sindicato conseguiu suspender o julgamento do recurso do Metrô no TST por 5 vezes, estendendo o embate até o final das negociações da campanha salarial deste ano e, para suspender a greve e encerrar as negociações com o Metrô, o Sindicato conseguiu fazer prevalecer o acordo em que a empresa se compromete em manter o pagamento do adicional risco de vida até o julgamento no TRT.

Portanto companheiros, até o resultado final, o Metrô não pode eliminar o beneficio, mas somente a unidade, principalmente dos metroviários do OPS, em defesa dos direitos e conquistas de todos poderá fazer com que o Metrô entenda que não vamos abrir mão do adicional risco de vida.

Vamos enfrentar esse embate com organização, firmeza, mobilização, garra e serenidade, mantendo a sintonia com as deliberações do Sindicato para fortalecer a luta em defesa do adicional risco de vida.

Wilson Santos (Wilsão) Delegado Sindical - AE, BTO

 

Atenção: Os artigos assinados não traduzem necessariamente a opinião do Sindicato. Os artigos podem ter no máximo 20 linhas de 70 toques. As colunas são de responsabilidade das secretarias que as utilizam.

 

 


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