Espaço
Aberto
Com a vida por um fio
A luta pelo
adicional risco de vida é justa. Basta lembrar que a morte da
companheira AS Maria Félix, em 1990, em TTE, quando tentou impedir um
assalto. A violência voltou a assombrar a categoria com o assassinato
do companheiro J. Maria em REP, e o ferimento à bala de Bernardo
Santos em 1992.
Após essa
tragédia, surgiu pela primeira vez a reivindicação pelo pagamento do
adicional risco de vida. Fizemos paralisações e a categoria participou
ativamente da luta nas diversas atividades desenvolvidas pelo
Sindicato.
Na campanha
salarial de 2002 conseguimos uma importante vitória, quando o TRT
determinou que o Metrô negociasse com a categoria a implantação do
benefício para o CSO, o beneficio foi conquistado a partir de dezembro
daquele ano.
Mas a luta
continuou para estender o pagamento do adicional risco de vida para os
AE’s, pois os metroviários que exercem essa função são constantemente
rendidos por quadrilhas fortemente armadas para roubar as bilheterias.
Mas não são apenas os assaltos às bilheteiras que colocam a vida dos
AE’s e CSO em risco, pois as arruaças, quebradeiras e agressões de
torcidas organizadas nas estações são constantes, e nem mesmo o
bilhete eletrônico anunciado pelo Metrô não vai eliminar o problema.
Na campanha
salarial de 2003, após dois dias de greve e intensa unidade da
categoria, finalmente os AE’s tiveram o direito ao benefício
reconhecido pelo TRT. Mas o Metrô recorreu da decisão no TST, em
Brasília, com a intenção de acabar com o adicional e com as demais
conquistas da categoria.
O Sindicato
conseguiu suspender o julgamento do recurso do Metrô no TST por 5
vezes, estendendo o embate até o final das negociações da campanha
salarial deste ano e, para suspender a greve e encerrar as negociações
com o Metrô, o Sindicato conseguiu fazer prevalecer o acordo em que a
empresa se compromete em manter o pagamento do adicional risco de vida
até o julgamento no TRT.
Portanto
companheiros, até o resultado final, o Metrô não pode eliminar o
beneficio, mas somente a unidade, principalmente dos metroviários do
OPS, em defesa dos direitos e conquistas de todos poderá fazer com que
o Metrô entenda que não vamos abrir mão do adicional risco de vida.
Vamos enfrentar
esse embate com organização, firmeza, mobilização, garra e serenidade,
mantendo a sintonia com as deliberações do Sindicato para fortalecer a
luta em defesa do adicional risco de vida.
Wilson Santos (Wilsão) Delegado Sindical - AE, BTO
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opinião do Sindicato. Os artigos podem ter no máximo 20 linhas de 70
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