Última Edição:
Nº 456 - 07/06/2004

 


Espaço Aberto

Os metroviários defendem seus direitos e querem mudanças na economia

Na campanha salarial os metroviários reivindicaram mudanças nas prioridades da política econômica do governo Lula, defenderam o metrô público, com qualidade e tarifas acessíveis, e demonstraram unidade na luta pelos direitos e conquistas da categoria.

Durante os sessenta dias da campanha salarial os metroviários garantiram o êxito das suas principais formas de mobilizações.

Nas setoriais, assembléias e diversas reuniões da diretoria do Sindicato e a comissão de negociação eleita nas áreas, os metroviários avaliaram as melhores estratégias para defender os seus direitos e conquistas.

Nos atos públicos, passeata, cafés com usuários e distribuindo carta aberta à população, os metroviários denunciaram a intransigência do Metrô nas negociações, informaram sobre a greve e defenderam o desenvolvimento nacional, baseado na soberania e na valorização do trabalho.

Esta realidade demonstra que a direção do Sindicato deu passos seguros na estratégia de colocar no centro do debate político a batalha por melhores condições de vida dos trabalhadores.

O recado que ficou com a mobilização da categoria foi muito claro: os metroviários estão unidos, não abrem mão de defender os seus direitos e lutam ao lado de todos os trabalhadores em defesa das mudanças na política econômica.

Esta luta expressa a preocupação da categoria com os problemas sociais e projeta para a sociedade os rumos das mudanças necessárias para o País gerar emprego, distribuir renda e combater a exclusão social.

Os trabalhadores não vão continuar pagando pela adoção de políticas econômicas excludentes, que visam o acúmulo de superávit primário para que o governo cumpra as exigências do sistema financeiro. O êxito do governo Lula depende das mudanças na política macroeconômica.

Os metroviários, que representam uma das categorias mais combativas do movimento sindical cutista, devem seguir unidos na resistência contra os ataques aos seus direitos e na defesa da recuperação do poder aquisitivo do salário mínimo, para ampliar o consumo, distribuir renda e gerar emprego para todos.

Wagner Gomes, metroviário e vice-presidente da CUT


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