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Aberto
Os metroviários defendem seus
direitos e querem mudanças na economia
Na campanha
salarial os metroviários reivindicaram mudanças nas prioridades da
política econômica do governo Lula, defenderam o metrô público, com
qualidade e tarifas acessíveis, e demonstraram unidade na luta pelos
direitos e conquistas da categoria.
Durante os
sessenta dias da campanha salarial os metroviários garantiram o êxito
das suas principais formas de mobilizações.
Nas setoriais,
assembléias e diversas reuniões da diretoria do Sindicato e a comissão
de negociação eleita nas áreas, os metroviários avaliaram as melhores
estratégias para defender os seus direitos e conquistas.
Nos atos públicos,
passeata, cafés com usuários e distribuindo carta aberta à população,
os metroviários denunciaram a intransigência do Metrô nas negociações,
informaram sobre a greve e defenderam o desenvolvimento nacional,
baseado na soberania e na valorização do trabalho.
Esta realidade
demonstra que a direção do Sindicato deu passos seguros na estratégia
de colocar no centro do debate político a batalha por melhores
condições de vida dos trabalhadores.
O recado que ficou
com a mobilização da categoria foi muito claro: os metroviários estão
unidos, não abrem mão de defender os seus direitos e lutam ao lado de
todos os trabalhadores em defesa das mudanças na política econômica.
Esta luta expressa
a preocupação da categoria com os problemas sociais e projeta para a
sociedade os rumos das mudanças necessárias para o País gerar emprego,
distribuir renda e combater a exclusão social.
Os trabalhadores
não vão continuar pagando pela adoção de políticas econômicas
excludentes, que visam o acúmulo de superávit primário para que o
governo cumpra as exigências do sistema financeiro. O êxito do governo
Lula depende das mudanças na política macroeconômica.
Os metroviários,
que representam uma das categorias mais combativas do movimento
sindical cutista, devem seguir unidos na resistência contra os ataques
aos seus direitos e na defesa da recuperação do poder aquisitivo do
salário mínimo, para ampliar o consumo, distribuir renda e gerar
emprego para todos.
Wagner Gomes, metroviário e vice-presidente da CUT