Última Edição:
Nº 456 - 07/06/2004

 


Editorial

A luta por justiça social

ACâmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 182/04 que eleva o valor do salário mínimo de R$ 240 para R$ 260, o que representa 1,2% de aumento real (descontada a inflação). A MP do governo ainda irá para votação no Senado.

A decisão conservadora da equipe econômica também se manteve na correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. O governo cedeu às pressões dos trabalhadores com o desconto de R$ 100,00 na base de cálculo, de agosto até dezembro, incluindo o 13º salário. Porém, a redução não contempla as reivindicações dos trabalhadores que exigem a correção em 56%, para zerar a diferença acumulada desde 1996, período em que a tabela ficou congelada.

Em relação ao salário mínimo, os trabalhadores devem intensificar a mobilização para pressionar os senadores a votarem por um reajuste maior. A Executiva Nacional da CUT deliberou que o dia 16 de julho será de mobilização nacional na luta contra a política econômica, por emprego, pela redução da jornada de trabalho e contra a Alca.

A data marcará a semana em que a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) realizará acampamentos e manifestações nas capitais estaduais, com cadastramento dos desempregados.

O movimento sindical deverá lutar de forma unificada nas mobilizações contra a política econômica de austeridade fiscal subordinada aos interesses do capital financeiro. A defesa da recuperação do poder aquisitivo do salário mínimo é estratégica para a distribuição de renda, ampliação do consumo no mercado interno e a retomada do desenvolvimento com soberania e justiça social.

Os metroviários, durante os atos públicos da campanha salarial, colheram assinaturas em um abaixo-assinado cobrando a recuperação do salário mínimo, a correção da tabela do IR e a redução da jornada de trabalho. As mobilizações pelas mudanças na política econômica precisam ser intensificadas.


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