Editorial
A
luta por justiça social
ACâmara dos
Deputados aprovou a Medida Provisória 182/04 que eleva o valor do
salário mínimo de R$ 240 para R$ 260, o que representa 1,2% de aumento
real (descontada a inflação). A MP do governo ainda irá para votação
no Senado.
A decisão
conservadora da equipe econômica também se manteve na correção da
tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. O governo cedeu às
pressões dos trabalhadores com o desconto de R$ 100,00 na base de
cálculo, de agosto até dezembro, incluindo o 13º salário. Porém, a
redução não contempla as reivindicações dos trabalhadores que exigem a
correção em 56%, para zerar a diferença acumulada desde 1996, período
em que a tabela ficou congelada.
Em relação ao
salário mínimo, os trabalhadores devem intensificar a mobilização para
pressionar os senadores a votarem por um reajuste maior. A Executiva
Nacional da CUT deliberou que o dia 16 de julho será de mobilização
nacional na luta contra a política econômica, por emprego, pela
redução da jornada de trabalho e contra a Alca.
A data marcará a
semana em que a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) realizará
acampamentos e manifestações nas capitais estaduais, com cadastramento
dos desempregados.
O movimento
sindical deverá lutar de forma unificada nas mobilizações contra a
política econômica de austeridade fiscal subordinada aos interesses do
capital financeiro. A defesa da recuperação do poder aquisitivo do
salário mínimo é estratégica para a distribuição de renda, ampliação
do consumo no mercado interno e a retomada do desenvolvimento com
soberania e justiça social.
Os metroviários,
durante os atos públicos da campanha salarial, colheram assinaturas em
um abaixo-assinado cobrando a recuperação do salário mínimo, a
correção da tabela do IR e a redução da jornada de trabalho. As
mobilizações pelas mudanças na política econômica precisam ser
intensificadas.