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Aberto
Correção na tabela do Imposto de
Renda
Na semana passada,
o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, se comprometeu com os trabalhadores
em apresentar uma proposta de reestruturação da tabela do Imposto
de Renda retido na fonte. Pallocci esteve reunido na quinta-feira,
dia 29 de abril, com a direção da CUT e dirigentes sindicais, e prometeu
estudar uma proposta que faça justiça para os trabalhadores e diminua
o impacto do tributo.
Nos oito
anos do governo FHC (1996 a 2001), a tabela do IR foi corrigida uma
única vez, em 17,5%, acumulando um índice de 45,8%. Só no novo governo
foi acumulado mais 11,32% e, atualmente, o congelamento atingiu 54%
da renda do trabalhador.
Em 1995,
a faixa de isenção salarial do IR deveria ser corrigida, em função
da inflação no período, passando de R$ 1.058 a R$ 1.613. Entretanto,
como não aconteceu a correção na tabela, os trabalhadores assalariados
de classe média ou de baixa renda foram os mais penalizados.
A não
atualização da tabela de acordo com os índices de inflação reduz a
renda dos trabalhadores e tira de circulação um volume maior de dinheiro
que poderia ir para o consumo, aumentando a produção e gerando mais
empregos.
A correção
da tabela do IR é uma questão de justiça social.
Os números
são muitos, mas traduzem uma só realidade: a não correção da tabela
de cálculo do imposto de renda penaliza mais quem ganha menos.
Independente
da resposta do ministro da Fazenda, os trabalhadores devem ampliar
a mobilização na campanha pela correção da tabela do IR e manter a
pressão, também, para mudar a proposta da nova lei de falência que
atualmente tramita no Senado Federal. Pela proposta apresentada, a
prioridade de pagamento das empresas falidas é para os bancos e não
para os trabalhadores. A lei deve ser alterada para que o governo
Lula cumpra o compromisso de garantir prioridade para os créditos
trabalhistas na nova legislação de falência.
Os metroviários
devem acompanhar esse debate que é de interesse de todos. Os reajustes
salariais que conquistamos com muita luta não podem continuar sendo
engolidos pela voracidade do Leão. Antônio Borges (Borjão), cipista
da Linha NS.
Antônio Borges (Borjão), cipista da Linha NS.