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Nº 455 - 04/05/2004

 


Espaço Aberto

Correção na tabela do Imposto de Renda

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, se comprometeu com os trabalhadores em apresentar uma proposta de reestruturação da tabela do Imposto de Renda retido na fonte. Pallocci esteve reunido na quinta-feira, dia 29 de abril, com a direção da CUT e dirigentes sindicais, e prometeu estudar uma proposta que faça justiça para os trabalhadores e diminua o impacto do tributo.

Nos oito anos do governo FHC (1996 a 2001), a tabela do IR foi corrigida uma única vez, em 17,5%, acumulando um índice de 45,8%. Só no novo governo foi acumulado mais 11,32% e, atualmente, o congelamento atingiu 54% da renda do trabalhador.

Em 1995, a faixa de isenção salarial do IR deveria ser corrigida, em função da inflação no período, passando de R$ 1.058 a R$ 1.613. Entretanto, como não aconteceu a correção na tabela, os trabalhadores assalariados de classe média ou de baixa renda foram os mais penalizados.

A não atualização da tabela de acordo com os índices de inflação reduz a renda dos trabalhadores e tira de circulação um volume maior de dinheiro que poderia ir para o consumo, aumentando a produção e gerando mais empregos.

A correção da tabela do IR é uma questão de justiça social.

Os números são muitos, mas traduzem uma só realidade: a não correção da tabela de cálculo do imposto de renda penaliza mais quem ganha menos.

Independente da resposta do ministro da Fazenda, os trabalhadores devem ampliar a mobilização na campanha pela correção da tabela do IR e manter a pressão, também, para mudar a proposta da nova lei de falência que atualmente tramita no Senado Federal. Pela proposta apresentada, a prioridade de pagamento das empresas falidas é para os bancos e não para os trabalhadores. A lei deve ser alterada para que o governo Lula cumpra o compromisso de garantir prioridade para os créditos trabalhistas na nova legislação de falência.

Os metroviários devem acompanhar esse debate que é de interesse de todos. Os reajustes salariais que conquistamos com muita luta não podem continuar sendo engolidos pela voracidade do Leão. Antônio Borges (Borjão), cipista da Linha NS.


Antônio Borges (Borjão), cipista da Linha NS.


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