Diga Não à Privatização do Metrô
A Campanha Diga Não à Privatização do Metrô é uma iniciativa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, com o apoio de diversas entidades, que tem como objetivo barrar a tentativa do governo do Estado de privatizar a Linha 4 – Amarela do Metrô.
O artifício utilizado pelo Governo paulista para privatizar a Linha 4 é a implantação da primeira Parceria Público Privada (PPP) do Estado. De acordo com o contrato proposto, o setor público investirá US$ 922 milhões no empreendimento (73% do total) e ainda investirá na modernização e ampliação da Linha C da CPTM, enquanto a iniciativa privada se responsabilizará pelos 27% restantes (aproximadamente US$ 340 milhões).
O governo ainda se compromete a pagar o prejuízo caso a empresa não obtenha lucro garantido ao longo das três décadas de vigência do contrato. E, ao contrário do que acontece hoje, com a privatização, o Estado não terá direito a participar dos rendimentos obtidos na utilização comercial do espaço do metrô e de seus arredores.
Os trabalhadores da companhia também devem ser prejudicados com a medida, já que não há no edital nenhuma garantia de que eles terão respeitados os direitos conquistados ao longo dos últimos anos, além de acabar a contratação através de concurso público. O edital também não assegura que os trabalhadores que virão a ser contratados para a Linha 4 receberão o mesmo treinamento a que os atuais funcionários do Metrô são submetidos.
Com tudo isso, é certo que a privatização vai colocar em risco o bom serviço que é prestado pelo Metrô há anos, além de gerar trens circulando sem operadores, falta de segurança, funcionários mal preparados e, por fim, sucateamento do meio de transporte que é considerado o mais eficaz da capital paulistana, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP).
Portanto, precisamos nos unir para impedir mais essa ofensiva do governo Alckmin. Para isso, serão necessários a mobilização e o engajamento da sociedade civil contra uma medida que, se concretizada, será extremamente prejudicial ao desenvolvimento de São Paulo, aos seus cidadãos e aos funcionários do metrô. |