Parlamentares fiscalizam
obras da Linha 4 do metrô


Foto 1: o
diretor do Sindicato, Edu Pacheco, junto com
o vice-presidente da Cipa Obras, Antonio Takarashi, no local
onde o túnel rompeu
Foto 2: o engenheiro, Henrique Santoro, do SEESP, conversa com
o deputado
Simão Pedro sobre o acidente
Foto 3:
os deputados estaduais Simão Pedro e Waldomiro Lopes pedem
explicações ao engenheiro Fábio, do Consórcio Via Amarela, sobre as
causas do acidente
Foto 4: vista do imóvel parcialmente destruído em virtude do
desmoronamento do túnel
Nesta
quinta-feira, 22, os presidentes das Comissões de Transportes
e Comunicação, deputado estadual Waldomiro Lopes (PSB), e de
Serviços e Obras, deputado estadual Simão Pedro (PT), da
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), fizeram
uma fiscalização nas obras da Linha 4 – Amarela do metrô, com
o objetivo de atestar as condições em que os trabalhadores
estão desempenhando suas funções. Tal iniciativa foi
estimulada pela ocorrência de graves acidentes nestas obras,
colocando em risco a vida de cidadãos e dos trabalhadores.
Dúvidas e
esclarecimentos
Os
Sindicatos dos Metroviários de São Paulo, representado pelos
diretores Xavier e Edu Pacheco; dos Engenheiros no Estado de
São Paulo, representado pelo Eng. Henrique Santoro; e do
vice-presidente da CIPA Obras, Antônio Takarashi; estiveram
presentes nesta fiscalização para, desde já, contribuir com as
investigações e na defesa da saúde e segurança dos
trabalhadores deste novo trecho do metrô.
Na ocasião, foram feitos vários questionamentos sobre as
mudanças no projeto inicial, seus motivos e conseqüências. Os
parlamentares querem saber se as alterações realizadas não
comprometeram a segurança da obra e dos moradores lindeiros.
Querem saber também por que o corpo técnico do Metrô, que é
reconhecidamente competente na construção de túneis na região
metropolitana de São Paulo, não está acompanhando a obra, fato
este que poderia ter resultado num desfecho diferente do
ocorrido. Para tanto, encaminharão ao Metrô solicitação de
informação para que a empresa esclareça as dúvidas surgidas.
Os Sindicatos, a CIPA Obras e os parlamentares da Alesp também
tomarão as medidas cabíveis para que, tanto agora como no
futuro, trabalhadores e a sociedade estejam mais protegidos
contra acidentes desta natureza.
Aqui é importante destacar que os Sindicatos são favoráveis à
extensão da malha metroviária na cidade, porém, não concordam
com os meios utilizados pelo governo do estado para alcançar
tal fim.
A lógica de trabalho das empresas privadas é baseada no lucro,
independente do que devem fazer para tanto. É por isso que a
preocupação do Sindicato não se restringe ao fato de o estado
subsidiar uma empresa privada, às custas do erário, de acordo
com o edital do processo de concessão da linha 4 – Amarela,
mas sim um conjunto de preocupações que o governo tem que ter
em relação à segurança e prestação de serviço público,
estatal, eficiente e com tarifas sociais.
O Sindicato dos Metroviários é contrário à concessão da Linha
4 – Amarela, pois sairão prejudicados os trabalhadores e a
sociedade.

Fotos:
Manuel Xavier Lemos Filho